15. A Nave Espacial Traveller

A Nave Espacial Traveller

A Nave Espacial Traveller

Título original em Inglês:
Starship Traveller

Título em Português (PT):
A Nave Perdida

Numeração original: # 4

Autor:
Steve Jackson (Reino Unido)

Lançamento:
Agosto de 2015

Ilustrações:
Peter Andrew Jones

Ilustração da capa por:
Daniel HDR e Thiago Ribeiro

Tradução para Português-BR:
Gustavo Brauner

Sugada através do Vazio Seltsiano, a nave espacial Traveller emerge do outro lado desse buraco negro em um universo desconhecido. VOCÊ é o capitão da Traveller e o destino dela jaz em suas mãos. Será que você conseguirá descobrir o caminho de volta para a Terra através dos povos alienígenas que encontrar e dos planetas que visitar, ou será que você e sua tripulação estão destinados a vagar pelo espaço desconhecido para sempre?

Tudo de que você precisa para embarcar nesta emocionante aventura entre as estrelas é um lápis, uma borracha e dois dados! Você tem uma tripulação inteira para comandar, além da própria nave espacial. Há muitos perigos à frente, e o sucesso não é garantido. VOCÊ decide que caminho tomar, contra quais perigos se arriscar e quais adversários enfrentar!

“A Nave Espacial Traveller” é uma aventura de ficção científica, localizada em um futuro muito distante. O protagonista é um comandante cuja nave e tripulação foram acidentalmente sugados por um buraco negro e lançados para um quadrante desconhecido do universo. A partir desse ponto, a missão do jogador será encontrar os meios necessários para retornar a Terra, coletando pistas de diferentes planetas para poder alcançar tal meta. Uma vez do outro lado do temível buraco negro conhecido como Vazio Seltsiano, a tripulação da nave Traveller encontra-se completamente perdida e literalmente à deriva, pois a localidade do espaço na qual a nave se encontra é completamente desconhecida. Trata-se de uma passagem dimensional em um universo paralelo. A única forma de retorno será encontrar as coordenadas de onde o buraco negro irá se formar outra vez e atravessá-lo no tempo e local exatos. Um número errado significará a condenação da nave e da tripulação, uma vez que o buraco poderá levá-los para uma localidade ainda mais longínqua ou mesmo destruí-los. Durante a busca pelas coordenadas corretas, o capitão e o resto da tripulação da Traveller necessitarão vasculhar planetas desconhecidos e outros sistemas galácticos. A busca resultará no encontro de planetas desertos ou povoados; de habitantes hostis ou amigáveis; de povos com inteligência infinitamente superior à da raça humana ou completamente inferior e bárbara, além de alienígenas, robôs e outros seres espaciais.

Esta é a aventura que de fato é o sonho para qualquer fã de “Jornada nas Estrelas” e com toda a certeza foi a grande inspiração de Steve Jackson para a criação desta história. Após o sucesso do livro “O Feiticeiro da Montanha de Fogo”, os dois criadores da série resolveram escrever livros separados. Ian Livingstone resolveu explorar o continente de Allansia e dedicar-se mais aos livros de fantasia épica, com cada um escrevendo um livro por vez. Jackson escreveu “A Cidadela do Caos”, depois foi a vez de Livingstone escrever “A Floresta da Destruição”. Quando chegou a sua vez, Jackson resolveu bolar uma história de ficção científica e adequar a série Fighting Fantasy para outros tipos de categorias, não a limitando somente a livros de fantasia. Com isso escreveu uma aventura divertida e com diversas regras e novidades. Algumas dessas novidades compreenderiam a inserção de dois novos estilos de combate, além do corpo-a-corpo. Esses dois combates seriam o combate com naves e o com armas de fogo, que permitem reduções drásticas de Energia do oponente. Outra variável de grande destaque é a opção do leitor poder controlar diversos personagens da tripulação, dentre eles o Oficial de Ciências, que pode informá-lo a respeito de problemas gerais e dúvidas com relação a itens e seres vivos de outros planetas; Oficial de Medicina, um médico que pode curá-lo de seus ferimentos e desenvolver remédios para doenças e toxinas; Oficial de Engenharia, profundo conhecedor da nave e de geologia; Oficial de Segurança, hábil com armas e responsável pela segurança da nave e da tripulação e dois Guardas de Segurança. O Capitão, que será interpretado pelo leitor, poderá levar um ou mais destes tripulantes para acompanhá-lo pelos planetas e encontrar as coordenadas.

De fato, Steve Jackson conseguiu desenvolver uma boa história que, apesar de ser uma das mais curtas da série com apenas 343 referências, também é bem cativante. Quem não é muito fã de aventuras espaciais ou de filmes de ficção científica, é melhor nem ler este livro. Mas para quem gosta com certeza não vai se decepcionar. Há todos os elementos de uma boa aventura espacial: alienígenas, batalhas entre naves espaciais, planetas a serem investigados, máquinas de teletransporte, armas de raios lasers, povos intergalácticos de altíssima inteligência e povos selvagens e bárbaros. Somente o sentimento de ser o comandante de uma nave espacial de grande importância e sabendo que o leitor é a única esperança de sucesso para sua tripulação já vale uma boa leitura. Certas partes da aventura são escritas para testar a capacidade de liderança do leitor, pois ele precisa em certos momentos acalmar a tripulação, prestes a formar um motim por conta da situação desesperadora. Com isso o capitão, além de lutar contra diversos inimigos do espaço também precisa controlar uma tripulação à beira da loucura. Cada planeta visitado reserva uma caixa de surpresas, pois não se sabe que seres o habita, se é hostil, etc. Infelizmente as ilustrações não são tão perfeitas assim, muitas delas são de difícil compreensão e deixam muito a desejar, mas há algumas poucas exceções, no entanto, não comprometem a boa aventura intergaláctica a nós apresentada – a primeira da linha.

Notas e curiosidades:

  • “A Nave Espacial Traveller” é diferente dos outros da série por várias razões. Foi a primeira aventura a ser baseada no espaço com um enredo de ficção científica, ao contrário da tradicional aventura de fantasia e foi o primeiro a possibilitar o leitor jogar com mais de um personagem, consistindo em controlar os níveis de Habilidade e Energia dos outros personagens e interpretar o seu próprio – o capitão da Traveller.
  • Como o livro se baseia em uma extensa viagem com uma espaçonave, ele desenvolveu um modelo de combate próprio com naves inimigas.
  • O livro é o menor da série, consistindo em 340 referências e mais três referências que são explicações dos modelos de combate corpo-a-corpo, de espaçonaves e de armas de fogo.
  • O livro possui muitas similaridades com o a série “Jornada nas Estrelas” (Star Trek). A tripulação usa mecanismos e equipamentos de teletransporte para visitar planetas, a nave possui um sistema de armas parecido com a Enterprise (nave da série original) e a tripulação também possui diversas igualdades.
  • Traveller é um sistema de RPG americano que Jackson afirmou ser um dos seus favoritos em entrevista. Na época do lançamento original deste livro, este RPG estava em franco crescimento.
  • Este livro não possui um histórico ou uma introdução. Passando as regras, o livro segue direto para a aventura iniciada na referência 1.
  • Jackson dedicou este livro para todos os funcionários e membros da Cadeia de jogos Games Workshop (até aquela época), da qual ele e Livingstone foram fundadores.
  • Muitos nomes encontrados na aventura se referem a apelidos e outras características desse pessoal.
  • Uma versão digital dessa aventura, desenvolvida pela Tin Man Games, foi lançada para Steam, Android e iOS.

Localização: Espaço
Localidades: Galáxia desconhecida
Referências: 340
Ilustrações: Existem 27 ilustrações de página inteira e 9 ilustrações menores que se repetem. Os parágrafos que contém as ilustrações de página inteira são: 1, 13, 28, 39, 53, 65, 79, 91, 105, 118, 132, 145, 157, 171, 182, 196, 209, 222, 236, 248, 261, 273, 288, 300, 314, 327, e 340.

Encontros:

  • Águia (Eagle)
  • Coletor (Scavenger)
  • Criaturas do Bar (Bar creatures)
  • Ganzigita (Ganzigite)
  • Guarda (Guard)
  • Guarda Alienígena (Alien guard)
  • Guarda Armado (Armoured guard)
  • Luff
  • Maliniano (Malinian)
  • Nave Alienígena (Alien ship)
  • Robô Assassino (Manslayer Robot)
  • Seu Guarda (Your guard)
  • Squinn
  • Técnico (Technician)
  • Terryalano (Terryal)
  • Velho (Old Man)
  • Você (You)

Erratas:

  • Os nomes Prax e Trax aparentemente referem-se ao mesmo planeta. Na referência 194 aparece escrito como Trax (2x) e na referência 233 aparece escrito como Prax.

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Review por: Thiago Macieira

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Downloads

01. O Feiticeiro da Montanha de Fogo (Em breve)
02. A Cidadela do Caos (Em breve)
03. A Masmorra da Morte (Em breve)
04. Criatura Selvagem (Em breve)
05. A Cidade dos Ladrões (Em breve)
06. A Cripta do Feiticeiro (Em breve)
07. A Mansão do Inferno (Em breve)
08. A Floresta da Destruição (Em breve)
09. As Cavernas da Bruxa da Neve (Em breve)
10. Desafio dos Campeões (Em breve)
11. Exércitos da Morte (Em breve)
12. Retorno à Montanha de Fogo (Em breve)
13. A Ilha do Rei Lagarto (Em breve)
14. Encontro Marcado com o M.E.D.O. (Em breve)
15. A Nave Espacial Traveller (Em breve)
16. A Espada do Samurai (Em breve)
17. Guerreiro das Estradas (Em breve)
18. O Templo do Terror (Em breve)
19. Sangue de Zumbis
20. Ossos Sangrentos (Em breve)

08. A Floresta da Destruição

A Floresta da Destruição

A Floresta da Destruição

Título original em Inglês:
The Forest of Doom

Título em Português (PT):
A Floresta da Morte

Numeração original: #3

Autor:
Ian Livingstone

Lançamento:
Agosto 2011

Ilustrações:
Malcolm Barter

Ilustração da capa por:
Patrícia Knevitz (arte) e Ricardo Riamonde (cores)

Tradução para Português-BR:
Gustavo Brauner

Apenas os tolos ou os muito corajosos arriscariam por livre e espontânea vontade uma jornada à Floresta Madeira Negra, onde trilhas estranhas e labirínticas serpenteiam rumo às profundezas lúgubres. Quem sabe que criaturas monstruosas espreitam nas sombras ameaçadoras, ou que aventuras mortais esperam o viajante desprevenido? Será que você atreve-se a entrar?

Em uma corrida desesperada contra o tempo, nas profundezas da Floresta Madeira Negra, sua missão é encontrar as partes perdidas do lendário Martelo de Ponte de Pedra, forjado pelos anões para proteger a pacífica aldeia de Ponte de Pedra de sua antiga perdição.

A história se passa no mundo de Titan, no continente conhecido como Allansia. O protagonista é um incauto aventureiro-mercenário, que ganha sua vida com o uso de sua espada, caminhando pelas terras não-civilizadas em busca de aventuras e missões. Dependendo da interpretação, este é o mesmo herói que termina a aventura “As Cavernas da Bruxa da Neve”!. Enquanto viajava nas terras ao sul da Floresta Madeira Negra (Darkwood), ele se depara com um Anão mortalmente ferido. Após socorrê-lo ele lhe informa acerca de uma terrível maldição que se abateu sobre a sua vila. O lendário Martelo dos Anões de Ponte de Pedra (Stonebridge), pertencente ao rei Gillibran foi roubado por uma águia enviada pelos Anões malignos e rivais da cidade de Mirewater (também conhecida como Lodaçal). O Martelo dá ao portador poderes mágicos de liderança e carisma, além de extrema habilidade em combate, como o fato do martelo voltar para as mãos do usuário, caso arremessado. Entretanto a águia foi interceptada no caminho por gaviões da morte e o martelo caiu na hedionda e sinistra Floresta Madeira Negra. O lugar é o lar de criaturas malévolas e infestada de bandidos errantes, plantas assassinas, insetos gigantes e monstros sanguinários. Sem o martelo, Ponte de Pedra estará condenada, uma vez que os Trolls das Colinas, há anos interessados nas minas de ouro próximo à cidade, se mobilizam para atacar a vila. Os anões, bem como o próprio Gillibran, estão incapazes de se defenderem sem os poderes do martelo mágico. O rei enviou alguns de seus melhores guerreiros anões para o interior da densa floresta à procura do objeto, em vão. Antes de morrer, atacado por criaturas da floresta, o Anão pede ao aventureiro procurar a ajuda de Yaztromo, um mago do bem que vive em uma torre branca ao sul de Madeira Negra. Pensando nas grandes riquezas que poderá ganhar como recompensa em encontrar o martelo, o herói se apressa em procurar Yaztromo e então adentrar na floresta.

Semelhante às regras dos livros anteriores, desta vez a aventura deixa de lado as masmorras e passa a vigorar em uma floresta. Os corredores e portas dão lugar a trilhas, caminhos tortuosos, rios e colinas. É apresentado ao público pela primeira vez o rabugento mago Yaztromo e sua torre. Uma boa alma de paciência curta sempre pronto a enfrentar as forças do mal, e por isso mesmo apto a ajudar qualquer um com esta intenção, fornecendo ou vendendo itens mágicos, bem como valiosas informações. É através dele que o leitor descobre que o Martelo de Ponte de Pedra foi encontrado por Goblins na mata e dividido em duas partes, dificultando ainda mais a tarefa do herói. Yaztromo seria um dos personagens mais participativos das aventuras seguintes, aparecendo em muitas outras ocasiões, sendo considerada uma das personagens mais poderosas e sábias de toda Allansia. Munido destas informações, o herói parte para a obscura floresta. O lugar possui vários caminhos e trilhas que levam a lugares perigosos e a toda sorte de encontros com monstros errantes do lugar. Somente um motivo muito forte faria alguém entrar em um lugar tão hostil. Livingstone nos apresenta uma série de monstros que fariam parte da mitologia das Aventuras Fantásticas, entre eles seu monstro favorito, o Alterador de Formas, que é retratado em uma das capas mais bonitas de toda a série, brilhantemente ilustrada por Ian McCaig.

O livro também é característico pelo fato de não possuir um vilão. Não há a necessidade de se preparar para enfrentar um poderoso feiticeiro ou um Dragão Vermelho, pois a missão limita-se a encontrar o artefato dos Anões. A leitura é muito simples e não há nenhum enigma de grande relevãncia. O ponto positivo do livro é a variedade de monstros e personagens novos que são apresentados enquanto o negativo é a falta de enriquecimento da história em termos de enredo; o aventureiro deve encontrar os dois pedaços do martelo e ganhar a recompensa de Ponte de Pedra – simples assim! Quem sabe uma monumental batalha com os Trolls em Ponte de Pedra não traria maior qualidade à saga. Embora a busca seja um desafio em si, a história não apresenta nenhum grande clímax, exceto a referência final, que é bem melhor escrita e trabalhada do que seus dois livros antecessores. Ele também é um dos livros mais fáceis de serem concluídos, pois ele apresenta a chance de voltar para a floresta e procurar outra vez os itens, caso chegue em Ponte de Pedra de mãos vazias. Os itens de Yaztromo serão de enorme utilidade para enfrentar os desafios da floresta e conseguir atravessá-la. Além disso, é necessário encontrar pelo menos um item de vital importância para conseguir encontrar uma das partes do martelo. Os pedaços do martelo estão na área sul e norte da floresta cada um. Um deles é fácil de encontrar, mas o segundo é mais complicado. Outro ponto positivo é a descrição da floresta; sem barulhos de pássaros, rodeada com um ar úmido e pesado. O autor mexe com a nossa imaginação e nos faz sentir de fato que estamos em uma floresta maligna com a sensação de estarmos sendo vigiados a todo o momento. Longe de ser o melhor trabalho de Ian Livingstone, é um belo trabalho para aventureiros iniciantes que servirá de experiência para aventuras muito mais difíceis e melhor elaboradas.

Notas e curiosidades:

  • Em “A Floresta da Destruição” aparecem as criações favoritas de Ian Livingstone: o Alterador de Formas, como monstro e o mago Yaztromo, como personagem.
  • O Mago Yaztromo, a Floresta Madeira Negra e a vila de Ponte de Pedra reapareceriam diversas vezes em livros futuros.
  • Não obrigatoriamente, mas possível interpretativamente o protagonista é o mesmo herói de “As Cavernas da Bruxa da Neve” e também o mesmo herói do livro “O Templo do Terror”. Estas aventuras receberam pelos fãs o nome de “Trilogia de Stonebridge”.
  • O grande erro do jogo é a possibilidade do aventureiro poder iniciar a aventura outra vez e procurar o martelo, caso não o consiga na primeira tentativa. Isto pode fazer com que apareçam os mesmos encontros e a repetição de determinadas situações que não poderiam ocorrer duas vezes.
  • O livro é um dos poucos da série que não apresentam um vilão final, ou seja, não possui antagonista.
  • O livro foi relançado pela editora Wizard em 3 de Junho de 2003, com a capa desenhada por Martin McKenna.

Localização: Norte de Allansia, Titan.

Localidades: Torre de Yaztromo, Floresta Madeira Negra, Ponte de Pedra.

Referências: 400

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Review por: Thiago Macieira

04. Criatura Selvagem

Criatura Selvagem

Criatura Selvagem

Título original em Inglês:
Creature of Havoc

Título em Português (PT):
Não editado em Portugal

Numeração original: #24

Autor:
Steve Jackson

Lançamento:
Março 2010

Ilustrações:
Alan Langford

Ilustração da capa por:
Patricia Knevitz (arte) e Ricardo Riamonde (cores)

Tradução para Português-BR:
Gustavo Brauner

O mal triunfa no Passo do Dente de Troll. O necromante Zharradan Marr está prestes a roubar os segredos da magia élfica que irão torná-lo invencível. Nada poderá evitar que suas legiões dominem toda Allansia.

Mas por que você iria se importar com isso? Nesta aventura, você é a criatura selvagem, uma fera monstruosa governada por sua fome e fúria. Se sobreviver, poderá controlar sua natureza bestial e descobrir seu verdadeiro propósito. Mas o sucesso não é certo, pois os horrores do Passo do Dente de Troll são muitos…

O jogador começa esta aventura sem saber quem é ou onde está. O jogador é uma espécie de besta não identificável e começa a aventura sem nenhum conhecimento do linguagem ou razão. O jogador deve desobrir o que aconteceu a ele e encontrar as peças soltas. O livro começa numa extensa sessão detalhando a história recente de Allansia e da região conhecida como Passo do Dente de Troll (ou Passo de Trolltooth). Um necromante do mal conhecido como Zarradhan Marr está aumentando sua influência na região, a medida que seu exército de caóticos cresce a cada dia. Este feiticeiro, que outrora fazia parte do trio maléfico conhecido como Os Três Demoníacos, ao lado de Zagor e Balthus Dire, é obcecado por um sortilégio conhecido como Marrangha – Uma espécie de magia negra que involve a transformação de órgãos e limbos de uma criatura em outra. Marr aprendeu isso através de seus mentores da vila amaldiçoada de Dree, a cidade das bruxas, onde viveu sua infância. Através dos anos, o necromante adquiriu uma gama de servidores: Vallaska Roue – um humano extremamente brutal e violento; Hannicus, um mago de alinhamento neutro; Thugruff, um meio-troll encarregado de treinar e comandar as legiões do exército de Marr e Darramous, um feiticeiro morto-vivo meio-elfo. Hannicus deu a Marr muita informação acerca da área, incluindo a lenda de Stittle Wood – um vilarejo élfico no meio da Floresta das Aranhas que supostamente eram guardados três “vapores”, espíritos élficos benevolentes que dão ao seu portador os poderes da razão, da linguagem e da magia élfica. Marr se interessou pela história e resolveu roubar os vapores. No entanto, isso se tornou um grande problema, pois para isso deveria encontrar a vila dos elfos de Stittle Wood, cuja localização é desconhecida, uma vez que o vilarejo se desloca constantemente de lugar a fim de enganar aqueles que a procuram por terra. Outro problema é que ela se situa muito acima das copas das árvores, o que dificulta qualquer tentativa de encontrá-la pela superfície. A solução encontrada foi o assalto ao Galeão-Fortaleza, um navio voador cuja origem remonta do distante leste. Marr utilizou suas tropas para tomar o navio e escravizar seus tripulantes. Com o cerco vitorioso, o navio tornou-se o novo quartel-general de Zarradhan Marr. Com o navio, Marr encontrou uma ferramente perfeita para encontrar o vilarejo dos elfos a partir de cima. É só uma questão de tempo para que Marr encontre os três frascos contendo os vapores e consiga descobrir por fim a antiga e milenar magia dos elfos, para que, com tal poder, possa sobrepujar para sempre toda Allansia, uma vez que ninguém teria forças para combatê-lo.

Criatura Selvagem pode ser facilmente apontado como um dos melhores livros de toda a série. Enquanto Livingstone continuava a impor uma certa qualidade e tradição nos livros, Jackson procurou inovar. Primeiro, criou um sistema de magias utilizado em “A Cidadela do Caos”; depois criou uma tripulação para monitorar a nave espacial Traveller. Mesmo em “Mansão das Trevas”, Jackson procurou inovar colocando o conceito dos filmes de terror em uma história de livro-jogo. Para esta aventura, S. Jackson criou um desafio enorme para o jogador. Ele jogará como uma criatura e terá que matar os aventureiros curiosos que vieram para vasculhar a masmorra que ela habita e matá-la. Sim, o autor resolveu inverter os papéis. No entanto, a Criatura Selvagem (Você) não tem conhecimento de onde vem, nem do que realmente é. Não sabe falar ou entender nada que seja feito através do instinto de um animal irracional. No entanto, esse estado de dependência da natureza termina quando o jogador encontra os frascos dos vapores da linguagem e da razão. Quando o jogador aprende a se comunicar, ele deve aprender um código cifrado fornecido para evitar confusões (e também para evitar que o jogador trapaceie). O vapor da razão permite que o jogador possa guiar seu próprio caminho sem depender dos valores do dado e do acaso. A primeira parte da aventura, o jogador encontra-se preso nos domínios de Zarrdhan Marr, um labirinto de masmorras e túneis subterrâneos construídos embaixo de um cemitério próximo da vila de Coven. As jogadas iniciais do personagem são de forma aleatória, pois nesse momento ela age somente por instinto, guiada somente pela fome e pela intuição. Esse labirinto abriga uma série de monstros errantes, mas também vários aventureiros que por alguma razão desconhecida, estão arriscando suas vidas dentro desse lugar infernal. O jogador deve, portanto, matar esses inimigos, ou será eliminado pelos guerreiros e magos fortemente equipados. A masmorra também abriga alguns dos mais leais servos de Marr, principalmente o Senhor da Masmorra, o cruel lorde morto-vivo, Darramouss. Essa primeira parte da aventura termina quando o leitor encontra a saída do labirinto, o que consome pelo menos metade do livro.

Ao encontrar a saída, o personagem principal, ainda em sua forma monstruosa, terá acesso a locais mais familiares e previamente mencionados. Alguns poderão levar à morte certa, pois este livro é altamente linear, o que o torna um dos mais difíceis de toda a série, junto com “A Cripta do Feiticeiro”. No entanto, a dificuldade deste livro não está na força dos monstros, pois, por o leitor está na pele de um monstro muito mais forte e poderosos que todos os oponentes do livro. Sua dificuldade encontra-se em encontrar as passagens e os caminhos corretos para chegar até o final da aventura. Há inúmeros caminhos que levam a uma morte certa. Os lugares mais perigosos que devem ser evitados a todo custo são a aldeia das bruxas de Dree, o Campo de treinamento das Legiões de Marr, chefiado por Thugruff e as minas da Pedra Amarela, ainda nos calabouços da primeira parte da aventura. Há lugares muito interessantes, que devem ser encontrados para que a aventura termine em êxito, dentre eles um pântano habitado por criaturas hostis, meio anfíbias. Conforme o personagem vagueia em busca de respostas pelo Passo de Trolltooth, o personagem encontra seu destino no encontro final com Zarradhan Marr, dentro do próprio Galeão-Fortaleza, onde todas as perguntas e enigmas serão esclarecidos. Você não recebe nenhuma dica de onde ele possa realmente estar, e uma escolha errada pode ser fatal. No entanto para quem já leu o romance “As Guerras de Trolltooth”, então será muito fácil. Com uma conclusão interessantíssima, este livro se destaca por sua eficiência em transformar o personagem em algo muito além de um simples aventureiro em busca de fama e fortuna, mas como uma criatura sinistra e misteriosa, que, embora irracional no início, mostra seus verdadeiros valores de acordo com as escolhas do leitor. Eu congratulo Steve Jackson por ter escrito uma aventura tão complexa (embora, infelizmente, tenha sido seu último livro a ser escrito). Embora ele seja dificílimo, a originalidade da história, bem como a intenção de dar um pouco mais de vida ao cenário de Allansia tornam esta aventura uma das melhores de toda a série, sem dúvidas.

Notas e curiosidades:

  • Este foi o último livro escrito por Steve Jackson (o autor inglês, co-fundador da série).
  • Marrangha, a arte mágica praticada pelo feiticeiro Zarradhan Marr, é na verdade a palavra “anagrama”, escrita em outra ordem e com a adição de um “h” extra.
  • Havia um erro brutal na referência 213, onde o jogador deveria ativar um pingente, pois a palavra-chave não era mencionada no texto. Esse erro foi corrigido quando a editora Wizard publicou esse livro pela primeira vez.
  • Zarradhan Marr é o terceiro elemento do chamado “Trio Demoníaco”, incluindo o feiticeiro Zagor (Do livro “O Feiticeiro da Montanha de Fogo”) e o também feiticeiro Balthus Dire (Do livro “A Cidadela do Caos”). Diferente dos outros três, Marr passa a maior parte do seu tempo em uma outra dimensão conhecida como Limbo. A única passagem para a terra de Allansia é através de um artefato mágico, que serve de portal entre os dois mundos. Se esse artefato for destruído e Marr estiver do lado do Limbo, ele estará preso para todo o sempre.

Localização: Allansia, Titan.
Localidades: Planície Barlavento (ou Planície Windward), Passo do Dente de Troll, Coven, Dree, Floresta das Aranhas, Floresta dos Carvalhos Enevoados, Galeão-Fortaleza.
Referências: 460
Erratas:

  • Referência 192, parágrafo 3, linha 3:onde se lê “dfdvzba po nvmfrp odfstb arfffrfncjb adba”, leia-se “dfdvzba po nvmfrp adba apbgjnba adba”.
  • Referência 443, linha 7: onde se lê “ou direita (vá para 181)?”, leia-se “ou direita (vá para 81)?”

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Review por: Thiago Macieira

Errata livros-jogos Jambô

Olá pessoal!

Recentemente a Jambô Editora publicou em seu site algumas erratas dos livros-jogos lançados:

Os únicos que até o momento foram encontrados correções são:

O Feiticeiro da Montanha de Fogo

Referência 249, 4º parágrafo, 4ª linha:
onde se lê “Se desejar ficar, vá para 204”, leia-se “Se desejar ficar, vá para 304”.

Criatura Selvagem

Referência 192, 3º parágrafo, 3ª linha:

onde se lê “dfdvzba po nvmfrp odfstb arfffrfncjb adba”, leia-se “dfdvzba po nvmfrp adba apbgjnba adba”.

Referência 443, parágrafo único, 7ª linha:

onde se lê “ou direita (vá para 181)?”, leia-se “ou direita (vá para 81)?”.

Wallpaper Criatura Selvagem

Olá pessoal!

Confeccionei mais um papel de parede para o site.

Trata-se de uma mistura entre a arte original do livro “Creature of Havoc (Reedição)” com a arte de capa do livro “Criatura Selvagem (Jambô)”.

Existem duas opções de download: 1024×768 e 1280×800.

Confiram os wallpapers:

Criatura Selvagem

Wallpaper-Criatura_Selvagem_1024x768

1024x768

Wallpaper-Criatura_Selvagem_1280x800

1280x800

Novo lançamento Jambô – Criatura Selvagem

Olá pessoal!
Já está disponível para venda no site da Jambô Editora o mais novo lançamento da série Fighting Fantasy no Brasil. Trata-se do Livro “Criatura Selvagem (do original Creature of Havoc)”, de autoria de Steve Jackson. Esta é a edição de número 4 da editora nesta série e é aguardada ansiosamente pelos fãs da série por se tratar de um livro ainda inédito no Brasil.
Novamente a capa do livro foi assinada pela dupla Patrícia Knevitz (arte) e Ricardo Riamonde (cores), que vem ganhando elogios pelos seus excelentes trabalhos feitos nos livros anteriores, bem como a tradução e revisão, feitas por Gustavo Brauner e Leonel Caldela respectivamente.
Não percam tempo e adquiram logo o seu exemplar aqui.

O mal triunfa no Passo do Dente de Troll. O necromante Zharradan Marr está prestes a roubar os segredos da magia élfica que irão torná-lo invencível. Nada poderá evitar que suas legiões dominem toda Allansia.

Mas por que você iria se importar com isso? Nesta aventura, você é a criatura selvagem, uma fera monstruosa governada por sua fome e fúria. Se sobreviver, poderá controlar sua natureza bestial e descobrir seu verdadeiro propósito. Mas o sucesso não é certo, pois os horrores do Passo do Dente de Troll são muitos…

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P.S: Eu como fã da série, adquiri logo o meu exemplar. Confiram nas fotos abaixo:
Criatura SelvagemCriatura SelvagemCriatura Selvagem