15. A Nave Espacial Traveller

A Nave Espacial Traveller

A Nave Espacial Traveller

Título original em Inglês:
Starship Traveller

Título em Português (PT):
A Nave Perdida

Numeração original: # 4

Autor:
Steve Jackson (Reino Unido)

Lançamento:
Agosto de 2015

Ilustrações:
Peter Andrew Jones

Ilustração da capa por:
Daniel HDR e Thiago Ribeiro

Tradução para Português-BR:
Gustavo Brauner

Sugada através do Vazio Seltsiano, a nave espacial Traveller emerge do outro lado desse buraco negro em um universo desconhecido. VOCÊ é o capitão da Traveller e o destino dela jaz em suas mãos. Será que você conseguirá descobrir o caminho de volta para a Terra através dos povos alienígenas que encontrar e dos planetas que visitar, ou será que você e sua tripulação estão destinados a vagar pelo espaço desconhecido para sempre?

Tudo de que você precisa para embarcar nesta emocionante aventura entre as estrelas é um lápis, uma borracha e dois dados! Você tem uma tripulação inteira para comandar, além da própria nave espacial. Há muitos perigos à frente, e o sucesso não é garantido. VOCÊ decide que caminho tomar, contra quais perigos se arriscar e quais adversários enfrentar!

“A Nave Espacial Traveller” é uma aventura de ficção científica, localizada em um futuro muito distante. O protagonista é um comandante cuja nave e tripulação foram acidentalmente sugados por um buraco negro e lançados para um quadrante desconhecido do universo. A partir desse ponto, a missão do jogador será encontrar os meios necessários para retornar a Terra, coletando pistas de diferentes planetas para poder alcançar tal meta. Uma vez do outro lado do temível buraco negro conhecido como Vazio Seltsiano, a tripulação da nave Traveller encontra-se completamente perdida e literalmente à deriva, pois a localidade do espaço na qual a nave se encontra é completamente desconhecida. Trata-se de uma passagem dimensional em um universo paralelo. A única forma de retorno será encontrar as coordenadas de onde o buraco negro irá se formar outra vez e atravessá-lo no tempo e local exatos. Um número errado significará a condenação da nave e da tripulação, uma vez que o buraco poderá levá-los para uma localidade ainda mais longínqua ou mesmo destruí-los. Durante a busca pelas coordenadas corretas, o capitão e o resto da tripulação da Traveller necessitarão vasculhar planetas desconhecidos e outros sistemas galácticos. A busca resultará no encontro de planetas desertos ou povoados; de habitantes hostis ou amigáveis; de povos com inteligência infinitamente superior à da raça humana ou completamente inferior e bárbara, além de alienígenas, robôs e outros seres espaciais.

Esta é a aventura que de fato é o sonho para qualquer fã de “Jornada nas Estrelas” e com toda a certeza foi a grande inspiração de Steve Jackson para a criação desta história. Após o sucesso do livro “O Feiticeiro da Montanha de Fogo”, os dois criadores da série resolveram escrever livros separados. Ian Livingstone resolveu explorar o continente de Allansia e dedicar-se mais aos livros de fantasia épica, com cada um escrevendo um livro por vez. Jackson escreveu “A Cidadela do Caos”, depois foi a vez de Livingstone escrever “A Floresta da Destruição”. Quando chegou a sua vez, Jackson resolveu bolar uma história de ficção científica e adequar a série Fighting Fantasy para outros tipos de categorias, não a limitando somente a livros de fantasia. Com isso escreveu uma aventura divertida e com diversas regras e novidades. Algumas dessas novidades compreenderiam a inserção de dois novos estilos de combate, além do corpo-a-corpo. Esses dois combates seriam o combate com naves e o com armas de fogo, que permitem reduções drásticas de Energia do oponente. Outra variável de grande destaque é a opção do leitor poder controlar diversos personagens da tripulação, dentre eles o Oficial de Ciências, que pode informá-lo a respeito de problemas gerais e dúvidas com relação a itens e seres vivos de outros planetas; Oficial de Medicina, um médico que pode curá-lo de seus ferimentos e desenvolver remédios para doenças e toxinas; Oficial de Engenharia, profundo conhecedor da nave e de geologia; Oficial de Segurança, hábil com armas e responsável pela segurança da nave e da tripulação e dois Guardas de Segurança. O Capitão, que será interpretado pelo leitor, poderá levar um ou mais destes tripulantes para acompanhá-lo pelos planetas e encontrar as coordenadas.

De fato, Steve Jackson conseguiu desenvolver uma boa história que, apesar de ser uma das mais curtas da série com apenas 343 referências, também é bem cativante. Quem não é muito fã de aventuras espaciais ou de filmes de ficção científica, é melhor nem ler este livro. Mas para quem gosta com certeza não vai se decepcionar. Há todos os elementos de uma boa aventura espacial: alienígenas, batalhas entre naves espaciais, planetas a serem investigados, máquinas de teletransporte, armas de raios lasers, povos intergalácticos de altíssima inteligência e povos selvagens e bárbaros. Somente o sentimento de ser o comandante de uma nave espacial de grande importância e sabendo que o leitor é a única esperança de sucesso para sua tripulação já vale uma boa leitura. Certas partes da aventura são escritas para testar a capacidade de liderança do leitor, pois ele precisa em certos momentos acalmar a tripulação, prestes a formar um motim por conta da situação desesperadora. Com isso o capitão, além de lutar contra diversos inimigos do espaço também precisa controlar uma tripulação à beira da loucura. Cada planeta visitado reserva uma caixa de surpresas, pois não se sabe que seres o habita, se é hostil, etc. Infelizmente as ilustrações não são tão perfeitas assim, muitas delas são de difícil compreensão e deixam muito a desejar, mas há algumas poucas exceções, no entanto, não comprometem a boa aventura intergaláctica a nós apresentada – a primeira da linha.

Notas e curiosidades:

  • “A Nave Espacial Traveller” é diferente dos outros da série por várias razões. Foi a primeira aventura a ser baseada no espaço com um enredo de ficção científica, ao contrário da tradicional aventura de fantasia e foi o primeiro a possibilitar o leitor jogar com mais de um personagem, consistindo em controlar os níveis de Habilidade e Energia dos outros personagens e interpretar o seu próprio – o capitão da Traveller.
  • Como o livro se baseia em uma extensa viagem com uma espaçonave, ele desenvolveu um modelo de combate próprio com naves inimigas.
  • O livro é o menor da série, consistindo em 340 referências e mais três referências que são explicações dos modelos de combate corpo-a-corpo, de espaçonaves e de armas de fogo.
  • O livro possui muitas similaridades com o a série “Jornada nas Estrelas” (Star Trek). A tripulação usa mecanismos e equipamentos de teletransporte para visitar planetas, a nave possui um sistema de armas parecido com a Enterprise (nave da série original) e a tripulação também possui diversas igualdades.
  • Traveller é um sistema de RPG americano que Jackson afirmou ser um dos seus favoritos em entrevista. Na época do lançamento original deste livro, este RPG estava em franco crescimento.
  • Este livro não possui um histórico ou uma introdução. Passando as regras, o livro segue direto para a aventura iniciada na referência 1.
  • Jackson dedicou este livro para todos os funcionários e membros da Cadeia de jogos Games Workshop (até aquela época), da qual ele e Livingstone foram fundadores.
  • Muitos nomes encontrados na aventura se referem a apelidos e outras características desse pessoal.
  • Uma versão digital dessa aventura, desenvolvida pela Tin Man Games, foi lançada para Steam, Android e iOS.

Localização: Espaço
Localidades: Galáxia desconhecida
Referências: 340
Ilustrações: Existem 27 ilustrações de página inteira e 9 ilustrações menores que se repetem. Os parágrafos que contém as ilustrações de página inteira são: 1, 13, 28, 39, 53, 65, 79, 91, 105, 118, 132, 145, 157, 171, 182, 196, 209, 222, 236, 248, 261, 273, 288, 300, 314, 327, e 340.

Encontros:

  • Águia (Eagle)
  • Coletor (Scavenger)
  • Criaturas do Bar (Bar creatures)
  • Ganzigita (Ganzigite)
  • Guarda (Guard)
  • Guarda Alienígena (Alien guard)
  • Guarda Armado (Armoured guard)
  • Luff
  • Maliniano (Malinian)
  • Nave Alienígena (Alien ship)
  • Robô Assassino (Manslayer Robot)
  • Seu Guarda (Your guard)
  • Squinn
  • Técnico (Technician)
  • Terryalano (Terryal)
  • Velho (Old Man)
  • Você (You)

Erratas:

  • Os nomes Prax e Trax aparentemente referem-se ao mesmo planeta. Na referência 194 aparece escrito como Trax (2x) e na referência 233 aparece escrito como Prax.
  • Referência 109 – Onde se lê: “vá para 230“, leia: “vá para 320
  • Referência 120 – Onde se lê: “Vá para 269“, leia: “Vá para 296

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Review por: Thiago Macieira

Downloads



01. O Feiticeiro da Montanha de Fogo


02. A Cidadela do Caos

03. A Masmorra da Morte


04. Criatura Selvagem


05. A Cidade dos Ladrões


06. A Cripta do Feiticeiro


07. A Mansão do Inferno


08. A Floresta da Destruição


09. As Cavernas da Bruxa da Neve


10. Desafio dos Campeões


11. Exércitos da Morte


12. Retorno à Montanha de Fogo


13. A Ilha do Rei Lagarto


14. Encontro Marcado com o M.E.D.O.


15. A Nave Espacial Traveller


16. A Espada do Samurai


17. Guerreiro das Estradas


18. O Templo do Terror


19. Sangue de Zumbis


20. Ossos Sangrentos


21. Uivo do Lobisomem

08. A Floresta da Destruição

A Floresta da Destruição

A Floresta da Destruição

Título original em Inglês:
The Forest of Doom

Título em Português (PT):
A Floresta da Morte

Numeração original: #3

Autor:
Ian Livingstone

Lançamento:
Agosto 2011

Ilustrações:
Malcolm Barter

Ilustração da capa por:
Patrícia Knevitz (arte) e Ricardo Riamonde (cores)

Tradução para Português-BR:
Gustavo Brauner

Apenas os tolos ou os muito corajosos arriscariam por livre e espontânea vontade uma jornada à Floresta Madeira Negra, onde trilhas estranhas e labirínticas serpenteiam rumo às profundezas lúgubres. Quem sabe que criaturas monstruosas espreitam nas sombras ameaçadoras, ou que aventuras mortais esperam o viajante desprevenido? Será que você atreve-se a entrar?

Em uma corrida desesperada contra o tempo, nas profundezas da Floresta Madeira Negra, sua missão é encontrar as partes perdidas do lendário Martelo de Ponte de Pedra, forjado pelos anões para proteger a pacífica aldeia de Ponte de Pedra de sua antiga perdição.

A história se passa no mundo de Titan, no continente conhecido como Allansia. O protagonista é um incauto aventureiro-mercenário, que ganha sua vida com o uso de sua espada, caminhando pelas terras não-civilizadas em busca de aventuras e missões. Dependendo da interpretação, este é o mesmo herói que termina a aventura “As Cavernas da Bruxa da Neve”!. Enquanto viajava nas terras ao sul da Floresta Madeira Negra (Darkwood), ele se depara com um Anão mortalmente ferido. Após socorrê-lo ele lhe informa acerca de uma terrível maldição que se abateu sobre a sua vila. O lendário Martelo dos Anões de Ponte de Pedra (Stonebridge), pertencente ao rei Gillibran foi roubado por uma águia enviada pelos Anões malignos e rivais da cidade de Mirewater (também conhecida como Lodaçal). O Martelo dá ao portador poderes mágicos de liderança e carisma, além de extrema habilidade em combate, como o fato do martelo voltar para as mãos do usuário, caso arremessado. Entretanto a águia foi interceptada no caminho por gaviões da morte e o martelo caiu na hedionda e sinistra Floresta Madeira Negra. O lugar é o lar de criaturas malévolas e infestada de bandidos errantes, plantas assassinas, insetos gigantes e monstros sanguinários. Sem o martelo, Ponte de Pedra estará condenada, uma vez que os Trolls das Colinas, há anos interessados nas minas de ouro próximo à cidade, se mobilizam para atacar a vila. Os anões, bem como o próprio Gillibran, estão incapazes de se defenderem sem os poderes do martelo mágico. O rei enviou alguns de seus melhores guerreiros anões para o interior da densa floresta à procura do objeto, em vão. Antes de morrer, atacado por criaturas da floresta, o Anão pede ao aventureiro procurar a ajuda de Yaztromo, um mago do bem que vive em uma torre branca ao sul de Madeira Negra. Pensando nas grandes riquezas que poderá ganhar como recompensa em encontrar o martelo, o herói se apressa em procurar Yaztromo e então adentrar na floresta.

Semelhante às regras dos livros anteriores, desta vez a aventura deixa de lado as masmorras e passa a vigorar em uma floresta. Os corredores e portas dão lugar a trilhas, caminhos tortuosos, rios e colinas. É apresentado ao público pela primeira vez o rabugento mago Yaztromo e sua torre. Uma boa alma de paciência curta sempre pronto a enfrentar as forças do mal, e por isso mesmo apto a ajudar qualquer um com esta intenção, fornecendo ou vendendo itens mágicos, bem como valiosas informações. É através dele que o leitor descobre que o Martelo de Ponte de Pedra foi encontrado por Goblins na mata e dividido em duas partes, dificultando ainda mais a tarefa do herói. Yaztromo seria um dos personagens mais participativos das aventuras seguintes, aparecendo em muitas outras ocasiões, sendo considerada uma das personagens mais poderosas e sábias de toda Allansia. Munido destas informações, o herói parte para a obscura floresta. O lugar possui vários caminhos e trilhas que levam a lugares perigosos e a toda sorte de encontros com monstros errantes do lugar. Somente um motivo muito forte faria alguém entrar em um lugar tão hostil. Livingstone nos apresenta uma série de monstros que fariam parte da mitologia das Aventuras Fantásticas, entre eles seu monstro favorito, o Alterador de Formas, que é retratado em uma das capas mais bonitas de toda a série, brilhantemente ilustrada por Ian McCaig.

O livro também é característico pelo fato de não possuir um vilão. Não há a necessidade de se preparar para enfrentar um poderoso feiticeiro ou um Dragão Vermelho, pois a missão limita-se a encontrar o artefato dos Anões. A leitura é muito simples e não há nenhum enigma de grande relevãncia. O ponto positivo do livro é a variedade de monstros e personagens novos que são apresentados enquanto o negativo é a falta de enriquecimento da história em termos de enredo; o aventureiro deve encontrar os dois pedaços do martelo e ganhar a recompensa de Ponte de Pedra – simples assim! Quem sabe uma monumental batalha com os Trolls em Ponte de Pedra não traria maior qualidade à saga. Embora a busca seja um desafio em si, a história não apresenta nenhum grande clímax, exceto a referência final, que é bem melhor escrita e trabalhada do que seus dois livros antecessores. Ele também é um dos livros mais fáceis de serem concluídos, pois ele apresenta a chance de voltar para a floresta e procurar outra vez os itens, caso chegue em Ponte de Pedra de mãos vazias. Os itens de Yaztromo serão de enorme utilidade para enfrentar os desafios da floresta e conseguir atravessá-la. Além disso, é necessário encontrar pelo menos um item de vital importância para conseguir encontrar uma das partes do martelo. Os pedaços do martelo estão na área sul e norte da floresta cada um. Um deles é fácil de encontrar, mas o segundo é mais complicado. Outro ponto positivo é a descrição da floresta; sem barulhos de pássaros, rodeada com um ar úmido e pesado. O autor mexe com a nossa imaginação e nos faz sentir de fato que estamos em uma floresta maligna com a sensação de estarmos sendo vigiados a todo o momento. Longe de ser o melhor trabalho de Ian Livingstone, é um belo trabalho para aventureiros iniciantes que servirá de experiência para aventuras muito mais difíceis e melhor elaboradas.

Notas e curiosidades:

  • Em “A Floresta da Destruição” aparecem as criações favoritas de Ian Livingstone: o Alterador de Formas, como monstro e o mago Yaztromo, como personagem.
  • O Mago Yaztromo, a Floresta Madeira Negra e a vila de Ponte de Pedra reapareceriam diversas vezes em livros futuros.
  • Não obrigatoriamente, mas possível interpretativamente o protagonista é o mesmo herói de “As Cavernas da Bruxa da Neve” e também o mesmo herói do livro “O Templo do Terror”. Estas aventuras receberam pelos fãs o nome de “Trilogia de Stonebridge”.
  • O grande erro do jogo é a possibilidade do aventureiro poder iniciar a aventura outra vez e procurar o martelo, caso não o consiga na primeira tentativa. Isto pode fazer com que apareçam os mesmos encontros e a repetição de determinadas situações que não poderiam ocorrer duas vezes.
  • O livro é um dos poucos da série que não apresentam um vilão final, ou seja, não possui antagonista.
  • O livro foi relançado pela editora Wizard em 3 de Junho de 2003, com a capa desenhada por Martin McKenna.

Localização: Norte de Allansia, Titan.

Localidades: Torre de Yaztromo, Floresta Madeira Negra, Ponte de Pedra.

Referências: 400

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Review por: Thiago Macieira