20. Mansão das Trevas

Mansão das Trevas

Mansão das Trevas

Título original em Inglês:
House of Hell

Título em Português (PT):
A Mansão Diabólica

Numeração original:
#10

Autor:
Steve Jackson (Reino Unido)

Lançamento (edição original):
Novembro de 1984

Ilustrações:
Tim Sell

Ilustração da capa por:
Ian Miller

Tradução para Português-BR:
Lilia Leal de Oliveira

Refugiar-se na famosa Mansão das Trevas foi o pior erro de sua vida! Os perigos da chuva torrencial lá fora não são nada se comparados às aventuras arrepiantes que o aguardam dentro dela. Quem sabe quantos andarilhos desavisados como você pereceram dentro dessas paredes repulsivas? Isto é um aviso! Esta noite será uma noite memorável…

Seja bem vindo à casa de Drumer, embora não darei garantias de retorno… A “Mansão das Trevas” é uma casa pertencente a uma família aristocrática e proprietária de terras. No entanto o lugar é de muito difícil acesso e as pessoas só vão até lá por necessidade, nunca por vontade própria. E muitos já passaram por esta região apenas porque erraram o caminho. Um erro imperdoável! A história deste livro se passa no tempo presente em uma região pouco conhecida no interior de algum país europeu. Supõe-se que seja algum lugar no Reino Unido por causa de palavras como Mingleford (aparentemente uma cidade inglesa) e pela história que permeia uma família de aristocratas. Ele remete as histórias clássicas do gênero terror. O personagem principal é um viajante a caminho de uma reunião de negócios e que após seguir as direções de um velho, acaba por tomar uma estrada desconhecida e abandonada, castigada pela tempestade. Após sofrer um pequeno acidente com o veículo o personagem sai do veículo em busca de ajuda e encontra uma casa velha caindo aos pedaços perto da estrada. Chegando nela, o leitor descobre que a casa em seu interior é muito bonita e bem mobiliada. Ela também é ocupada pela família Drumer, antigos aristocratas que, pela situação de abandono dos campos em volta, aparentemente estão à beira da falência. Seu anfitrião é Lorde Kelnor, Conde de Drumer um indivíduo educado, alto e forte que convida o personagem principal a relaxar e a participar da janta que é servida pelo mordomo Franklins, muito embora exista um caminho para entrar na casa onde nem ao menos haverá a possibilidade de apresentação desses personagens. Em seguida é apresentado um pouco da história da região e da família representada somente por Kelnor, último remanescente dos Drumer’s. Após isto, dependendo das ações do personagem, ele poderá ser convidado a se retirar para dormir e esperar o amanhecer para chamar ajuda, pois não há telefone ou qualquer linha telefônica na casa (por ser um livro escrito na década de 80 é perfeitamente normal saber que o personagem não possui um celular ou um laptop para chamar ajuda). Após acordar no meio da noite em um quarto no segundo andar, o personagem descobre aos poucos que alguma coisa fora do normal está ocorrendo. Quando sai para investigar descobre vozes chamando, espíritos que saem das paredes, portas que se fecham para não abrir mais, corpos humanos pendurados no interior de armários, visões de enforcados, colchas que se enrolam para sufocar, mobílias que se mexem sozinhas por causa de um Poltergeist… Se o leitor achava que isso já era estranho, então ele ficará ainda mais surpreso quando descobrir que existem zumbis atrás de cortinas, esqueletos caminhantes e vampiros. Quando o personagem liberta um estranho homem vestido de branco que estava preso, e também quando vasculha um quarto com uma velha aparentemente morta, ele descobre que a casa é amaldiçoada (ele já deveria descobrir isso só de olhar ela por fora) e que há uma seita diabólica operando nos porões da casa tendo Lorde Kelnor como Mestre. Os adoradores do diabo utilizam de sacrifícios humanos e de animais para sustentar a seita. A partir disso, o herói sente-se determinado a procurar o Conde e acabar com a organização maligna. Mas para isso ele deverá encontrar o Punhal Kris, única arma que pode ferir o Mestre da casa, além do combate ser em um aposento de paredes vermelhas para simbolizar o próprio inferno. Macabro, não?

Mansão das Trevas é um ótimo livro e que também tem um dos melhores enredos. Embora a maioria dos caminhos com certeza leva à morte e ao fim do jogo, o único caminho correto poderá ser alcançado através das dicas e pistas fornecidas por personagens durante o jogo, como por exemplo um corcunda que perambula pela casa, o qual o personagem poderá encontrar algumas vezes. O lugar está repleto de aposentos que só possuem mesmo armadilhas e monstros terríveis para amedrontar o personagem até a morte. Por falar nisso, o livro começa com um status novo conhecido como MEDO, o qual o personagem deve evitar ao máximo as assombrações do interior da casa para impedir que sua morte. Este também é um livro onde o leitor começará a aventura sem uma arma, portanto a primeira coisa a ser pensada lá dentro é arranjar alguma arma o mais rápido possível, como uma faca de carne. Este livro também é bem famoso por ser um dos mais difíceis, pois há muitas passagens secretas que levam a morte certa e caminhos errados que não possuem mais volta. O leitor, no entanto precisa vasculhar os aposentos da casa em busca da arma que poderá enfrentar o vilão final, que é muito poderoso. Outro fator determinante para a imensa dificuldade desse jogo é a tradução feita pela editora brasileira que é muito fraca, o que prejudicou de maneira substancial um enigma fundamental para a conclusão da história, portanto recomendo a quem for ler esse jogo que saiba um mínimo de inglês, principalmente procurar no dicionário o significado da palavra “Murder”. Mansão das trevas é o único livro de terror da série (talvez junto com “Fortaleza dos Pesadelos”) que realmente possui uma introdução muito bem elaborada e clássica dos filmes do gênero. O final não é muito recompensador, muito embora você se divirta com o destino final da casa e do culto satânico, você com certeza não leva nada para casa (talvez possa vender o punhal Kris ou uma ou outra relíquia por algumas merrecas), muito embora tenha permanecido com vida. Acho que só faltou mesmo aquele susto final típico de filmes como Amityville ou Sexta-Feira 13 para deixar o livro com mais diversão, mas de qualquer forma Steve Jackson realizou um belo trabalho e com certeza os leitores mais jovens devem ter tomado alguns sustinhos nas páginas desse livro. Ah, e lembrem-se… Não bebam o vinho branco…

Notas e curiosidades:

  • Foi o último trabalho de Steve Jackson traduzido no Brasil até o momento e também o penúltimo livro escrito por ele (o último foi “Creature of Havoc”)
  • O título original “House of Hell” (casa do inferno) foi traduzido nos EUA como House of Hades (Casa de Hades) por conta da pressão de movimentos religiosos locais.
  • A capa do livro é considerado o trabalho favorito de Ian Miller á frente da série.
  • A maioria dos nomes do segundo andar são escritos com os nomes de demônios citados na Bíblia como Azazel (demônio-bode o qual os judeus temiam no deserto), Mammom (demônio que segundo Jesus era o senhor das riquezas) e Belial (demônio bíblico citado no livro de Samuel).
  • O parágrafo 264 possuía uma ilustração que foi removida por ser considerada muito forte para crianças ou adolescentes juvenis, que representava um sacrifício humano de um dos prisioneiros da casa. Na reedição do livro pela Wizard, a ilustração foi incluída novamente.
  • Este livro é uma versão estendida de uma aventura muito menor que foi escrita por Steve Jackson na Revista Warlock em sua terceira edição.

Localização: Terra
Localidades: Desconhecido (fictício ou provavelmente Reino Unido)
Referências: 400

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Uma resposta

  1. Os americanos e suas censuras… hehe

    Gostei do livro, apesar de estar longe de ser um dos meus favoritos. Muito complicado. Se você pedir um prato errado logo de inicio, você perde a aventura. Fora o final, que não é nada recompensador, você apenas se salva e queima uma casa cheia de satanistas. Nenhum tesouro, nenhuma bela jovem, nada.

    Fora a famosa senha. Putz, a Marques Saraiva pecou terrívelmente ao traduzir a palavra “MURDER” para “Assasino”. Desde quando “DRUMER” é Assasino fora de ordem?

    A do mordomo também é estranha. Do nada, o grande ser fodão da mansão é o mordomo. Muito sem moral.

    Mas uma coisa que não se pode negar é o clima da aventura. O prológo é fantastico, dá pra se sentir dentro do carro, naquela noite chuvosa.

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