02. O Feiticeiro da Montanha de Fogo

O Feiticeiro da Montanha de Fogo

O Feiticeiro da Montanha de Fogo

Título original em Inglês:
The Warlock of Firetop Mountain

Título em Português (PT):
O Feiticeiro da Montanha de Fogo

Numeração original: # 1

Autores:
Steve Jackson e Ian Livingstone

Lançamento (edição original):
27 de Agosto de 1982

Ilustrações:
Russ Nicholson

Ilustração da capa:
Peter Andrew Jones

Tradução para Português-BR:
Marco Antonio Esteves da Rocha

Você é o herói de uma perigosa aventura para descobrir o tesouro oculto do Feiticeiro. O tesouro está escondido no fundo de uma caverna subterrânea, povoada por uma variedade de monstros subterrâneos que você terá que enfrentar e matar – ou morrer na tentativa.

As decisões que você tomar o levarão a diferentes caminhos e diferentes batalhas. Talvez você se perca no labirinto, veja sua força ser minada por uma medonha Criatura, morra em uma batalha com os Orcs ou caia diante de um dos seres dentre os muitos que guardam as criptas do tesouro do feiticeiro. Ou, então, com coragem, determinação e uma boa dose de sorte, talvez você sobreviva a todas as armadilhas e batalhas até as câmaras interiores do domínio do Feiticeiro, onde está escondido o tesouro.

Nesta aventura, que originalmente marcou o início da série “Aventuras Fantásticas” e foi o primeiro livro escrito pela dupla Jackson / Livingstone, narra a história de um aventureiro e a saga para encontrar o tesouro de um poderoso feiticeiro, escondido nas profundezas da Montanha de Fogo, situada ao norte da Floresta de Darkwood. Através de boatos dos moradores da vila de Anvil, o protagonista descobre que o tesouro está guardado em uma arca com duas fechaduras que a mantém trancada (no entanto, durante a aventura descobre-se que na verdade são três fechaduras). As chaves estão guardadas com várias criaturas dentro das masmorras. O aventureiro deverá explorar as masmorras em busca das três chaves corretas, embora haja várias chaves falsas durante o caminho. O tesouro é guardado por um feiticeiro maléfico chamado Zagor. Pouco se sabe dele: às vezes aparenta ser um velho encarquilhado e outras vezes um jovem vigoroso. Seu poder provém, dizem alguns, de seu baralho encantado e, dizem outros, de sua luva de seda negra. Oldoran Zagor é o antagonista, conhecido nesta aventura simplesmente como “O Feiticeiro”. Junto com Balthus Dire e Zarradhan Marr, foi aprendiz do maléfico mago Volgera Darkstorm. Na idade de dezessete anos, após a morte de seu mestre,  assassinado por seus três aprendizes (acredita-se que Zagor não participou deste evento, embora não tenha feito nada para impedi-lo), ele viajou para o sul até encontrar a Montanha do Cume de Fogo, que sempre esteve em seus sonhos demoníacos, e a tomou como seu domínio, eliminando os anões que lá viviam com o uso de um pequeno contingente de Orcs e mortos-vivos e tomando para si seus tesouros. Desde então ele tem estudado e praticado em segredo seus conhecimentos de magia negra e necromancia. Muitos outros aventureiros tentaram entrar na montanha na esperança de encontrar o famoso tesouro dos anões, mas poucos retornaram – milagrosamente com vida.

Estas informações, na verdade, não se encontram no livro original. Podemos dizer inclusive que o protagonista é um anti-herói, já que o Feiticeiro nunca se manifestou de forma maligna ou suspeita e nunca tentou dominar o mundo. Na verdade nem mesmo a famigerada vila de Anvil, onde tem início à história, parece ter sido ameaçada alguma vez por ele. O herói não possui nenhuma motivação justa para adentrar na aventura, exceto seu desejo em “roubar” o tesouro do Bruxo (mas com certeza ele descobre mais tarde que o Feiticeiro é muito mal, pois alguém que tortura viajantes e vive rodeado de mortos-vivos e criaturas maléficas não deve ser uma pessoa muito sociável!). O aventureiro entrará na montanha munido apenas de sua espada e suas poucas informações a respeito da masmorra. É um livro muito agradável de se ler, com vários pontos positivos – como o arco e a flecha de prata com a inscrição “O Portador do Sono para aqueles que nunca conseguem” e o encontro com o Ciclope. Os únicos itens essenciais que o aventureiro precisará encontrar são as três chaves da arca de tesouro, mas há muitos outros itens que facilitarão suas batalhas com as criaturas malévolas da montanha, principalmente com o Dragão e com o próprio Feiticeiro.

Ian Livingstone escreveu a primeira parte da aventura e se baseou em um cenário de masmorra. A entrada é guardada por um bando de Goblins e Orcs estúpidos e relaxados, liderados por um cruel capitão. Após passar por várias portas, portões levadiços, cavernas, salões e corredores, o aventureiro chegará até o barqueiro que cobra pela travessia (os autores se inspiraram na lenda de Caronte, o barqueiro que, por duas moedas de ouro, levava as almas dos mortos para o reino do deus Hades). Depois do rio as criaturas se tornam muito mais assustadoras e difíceis, com vários mortos-vivos e metamorfos. A segunda parte do livro, que compreende o Labirinto e a batalha final com o Feiticeiro, foi escrito por Steve Jackson. É notável o toque de amadorismo dos autores em várias sessões do livro, como exemplo disso é um Minotauro no meio do labirinto (familiar, não?) e a luta final, onde um simples objeto pode pôr fim à batalha, sem cerimônias. Um dos pontos mais difíceis do jogo com certeza é o Labirinto, onde a saída é encontrada na sorte. Por isso é importantíssimo desenvolver um mapa e anotar as referências por quais já passou. O ponto mais emocionante do jogo, mas que poderia ser mais bem explorado, com certeza é a batalha com o Feiticeiro. Se o leitor utilizar um único item certo, a batalha encerra-se. Também pode utilizar itens da sala ou aqueles encontrados na aventura para enfraquecê-lo. No entanto, se o protagonista não fizer nada, então a luta contra ele será mortífera, pois Zagor é um forte adversário, com índices elevados de Habilidade e Energia. Mas e se vencê-lo? A aventura acaba? Claro que não. Há ainda a arca de Zagor, trancada por três fechaduras e protegida por uma mortal armadilha. A inserção de uma chave errada pode ser fatal e se o leitor não tiver encontrado as chaves, então a decepção será enorme, pois o jogo terá terminado. É um livro muito legal, com diversos encontros e situações que poderiam ser explorados com maior qualidade, principalmente a batalha final, pois poderia mostrar melhor o poder do Feiticeiro, mas que, no entanto, não compromete o resultado positivo da aventura. Era apenas o começo triunfal de uma longa série de histórias que se superariam a cada livro em termos de criatividade e qualidade.

Notas e curiosidades:

  • Este livro é um dos que tem o menor índice de mortes instantâneas (aquelas que na maioria das vezes aparece com “sua aventura termina aqui”). Somente três mortes, não contando as mortes por esgotamento de Energia ou por azar ao testar a sorte e àquelas providas da não inserção das chaves corretas no baú.
  • O primeiro esboço do livro recebeu o título de “A Busca Mágica” e foi o primeiro e único livro da série que foi escrito por ambos os autores
    criadores da série, Steve Jackson e Ian Livingstone.
  • “O Feiticeiro da Montanha de Fogo” vendeu cerca de dois milhões de exemplares, se tornou um best-seller e já foi traduzido em quinze idiomas.
  • Zagor retornaria como o antagonista principal em mais duas sequências, que infelizmente não foram publicados no Brasil: “Retorno à Montanha de Fogo” e “A Lenda de Zagor”. Zagor também aparece no romance de Steve Jackson “As Guerras de Trolltooth”.
  • A tradução brasileira foi muito infeliz ao traduzir o nome de algumas criaturas. Os Orcs foram traduzidos como “Orcas” e o morto-vivo conhecido como Wight foi definido simplesmente como “monstro”.
  • O livro também teve publicado duas capas, ambas por Peter Andrew Jones. A segunda capa é pouco conhecida e foi criada na 4º edição. A capa conhecida no Brasil é a da 1º edição.
  • Apesar de Anvil não ser citada como sendo a vila de origem da aventura, admite-se que só poderia ser ela, pois, a vila fica a dois dias de viagem da montanha e não há nenhuma outra vila próxima. No livro não publicado no Brasil: “Retorno à Montanha de Fogo”, a vila que começa a aventura e está a dois dias de viagem da montanha é Anvil. A versão do livro em sistema D20 (Dungeons & Dragons), lançada originalmente pela editora Myriador, identificou erroneamente a vila como Gilford, mas tal cidade não existe em Allansia e nunca foi sequer citada em nenhuma história.
  • O livro foi republicado em 3 e junho de 2002 pela editora britânica Wizard, com a capa ilustrada por Martin McKenna.
  • No Brasil o livro foi o segundo a ser publicado após “A Cidadela do Caos”, sendo originariamente o primeiro livro escrito da série Aventuras Fantásticas.

Localização: Norte de Allansia, Titan.
Localidades: Anvil, Montanha do Cume de Fogo.
Referências: 400

Review por: Thiago Macieira

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12 Respostas

  1. nossa, muitas informaçoes interessantes! mas falta um update sobre a nova ediçao nacional pela editora jambo! hehe.

  2. Talvez pela fama de ser o primeiro livro da série, nunca achei ele em cebos, devido a alta demanda. Felizmente, a Jambo re-lançou este livro, e é claro, comprei-o sem pensar duas vezes. É bom, mas parece… bem, é mais fácil dar um exemplo.

    Se lembra aquela tarde de verão, quando você estava sem fazer nada e seus amigos disseram: “Cara, mestra uma aventura aí pra gente, estamos a fim de caçar alguns monstros, explorar umas masmorras, e conquistar alguns tesouros”. É exatamente o que o livro traz: Masmorras (a Montanha), Montros, e o tesouro. Sem grandes histórias e sem rodeios. O mago domina a montanha, e guarda um precioso tesouro. Ponto. O dragão esta na penultima sala, o minotauro no labirinto, os orcs no começo, o mago no final. Não há grandes reviravoltas. Na verdade não há nenhum grande convite para se aventurar na montanha, a não ser o tesouro do feitiçeiro.

    Esse é o unico defeito no livro, a falta de história e os desafios um tanto “cliches”. Estou mapeando a masmorra para mestrar ela mais tarde, no verão (não, não vou pra praia xD), pois acho as salas muito bem elaboradas, e é sim uma bela masmorra.

    • cara esse é o segundo livro se liga mas n foi publicado pela otro editora so pela saraiva o primeiro foi “a cidadela do caos”.

    • suhshus ja se pasaram 4 anos ja deve ter descoberto né + n custa nada avisar.

  3. O labirinto é muito difícil mesmo…
    Mesmo com mapas, é muito fácil de se perder.

  4. O Labirinto é um inferno! Impossível transpor!

    Estou tentando há dois dias, e são tantas informações cardeais que desisti de mapear!

    Matei o Minotauro e conversei com os 4 anões.

    O Labirinto é muito fodástico!

  5. Terminei esse livro-jogo em uma semana (primeiro que eu joguei), na minha primeira vez consegui matar o feiticeiro e achei que iria vencer logo de vez, mas so tinha um ou duas chaves.
    XD

  6. to na parte onde entro num lugar ai o cara ta sentado ai ele é 1 vampiro + to perdido no labirinto esse é um dos livros da série + complicados ja li a cripta do vampiro da cidadela do caos a cidade dos ladrão calabouço da morte já li esses 4 e esse que to lendo ta muito hard.

  7. Alguém sabe como sair do labirinto de Zagor? Já tentei um monte de vezes

  8. ele não desenvolve muito os poderes do feiticeiro porque ele não é o principal motivo da aventura,mas sim a caça ao tesouro.Sou de portugal e tenho o regresso á montanha de fogo que está brutal e nesse livro desenvolvem e muito os poderes de zagor

  9. Bom, comecei ler
    faz 3 dias, e cara, perdido total, mas mto bom !

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