14. Robô Comando

Robô Comando

Robô Comando

Título original em Inglês:
Robot Command.

Título em Português (PT):
Comando Robot.

Numeração original:
# 22.

Autor:
Steve Jackson (EUA).

Lançamento (edição original):
25 de Setembro de 1986.

Ilustrações:
Gary Mayes.

Ilustração da capa por:
David Martin.

Tradução para Português-BR:
Alexandre Benevides Cabral.

“Passado e futuro se encontram na terra de Thalos! Perigosos Dinossauros habitam o distante planeta de Thalos e a população local usa avnaçados robôs para lidar com esses gigantescos lagartos. Você é um fazendeiro nesse mundo mortal. O que você faria se seus maiores inimigos, os karosseanos invadissem, estando toda a proteção de sua terra natal em suas mãos?… agora é a sua chance de descobrir.”

Em uma galáxia distante existe um minúsculo planeta conhecido como Thalos. Embora a maior parte do planeta seja selvagem, perigoso e desconhecido, a principal nação do planeta também é conhecida como Thalos. A civilização thaliana é muito parecida com a da Terra, embora seja bem mais avançada tecnologicamente, também é habitada por humanos e animais. No entanto Thalos compartilha seu território com uma variedade imensa de dinossauros que constantemente atacam os povoados humanos, mas que em suma ainda mantêm uma coexistência pacífica com os homens. Para poderem domar esses enormes monstros, os thalianos montaram robôs, criados a partir do desenvolvimento da cibernética e da robótica avançada. As poderosas máquinas foram criadas para poderem ajudar os humanos em atividades diárias e rotineiras como auxílio na agricultura, transporte, segurança e, sobretudo, para controlar os dinossauros que freqüentemente invadem as ruas de Thalos. Há diversas espécies de modelos de robôs desenvolvidos como os que trabalham nas zonas rurais; modelos conhecidos como Cowboys, e outros mais sofisticados utilizados para transporte de cargas (como o robô Caranguejo). Por Thalos ser uma nação civilizada e pacífica, quase não existem robôs de guerra ou armas de combate, pois Thalos preferiu investir seus recursos no desenvolvimento da nação através da educação e do desenvolvimento tecnológico ao invés do poderio militar. Diferentemente dos karosseanos; um povo bárbaro, que preferiu se desenvolver através da conquista militar e da guerra; altamente desenvolvidos no que tange ao militarismo e ao desenvolvimento de poderosas máquinas de batalha, Karóssea e seus habitantes são os inimigos mortais de Thalos; eles são um povo guerreiro, imperialista e conquistador que sempre invejaram os thalianos. Essas duas nações sempre foram inimigas, mas dificilmente travavam batalhas abertas por causa de seus problemas com os dinossauros. Um dia os karosseanos conseguiram desenvolver (ou roubaram da academia de ciências de Thalos através de espiões) uma arma biológica muito poderosa; embora não se conheça de que forma esta arma se manifestou – gás, líquido jogado na água, vírus, etc – seu poderio mostrou-se rápido e eficaz. Ela conseguiu levar ao sono 99,99% de toda a população thaliana. Um sono profundo quase como um coma que derrotou rapidamente qualquer mínima chance de defesa da população. Após o ataque surpresa, as tropas karosseanas invadiram a capital de Thalos e se apoderaram das principais zonas produtivas do país, como as usinas e refinarias de combustível na Cidade da Indústria. O líder karosseano, o impiedoso Minos venceu a batalha, mas não a guerra, pois ainda havia uma inesperada resistência…

O protagonista da história é um fazendeiro que utiliza as máquinas para garantir sua produção. Por algum motivo que o livro não explica, ele não é afetado pela doença sonífera, embora todos os seus empregados da fazenda tenham sido afetados. Percebendo o iminente ataque karosseano, ele arma-se de uma espada, pega alguns kits médicos para eventual necessidade e se equipa com um dos robôs auxiliares da fazenda, um modelo forte e andarilho conhecido como Cowboy ou uma máquina rápida e voadora conhecida como Vespa. Sozinho, o protagonista deverá de alguma forma livrar-se dos atacantes e salvar a nação thaliana. Para isso ele terá um objetivo singular: equipar-se o máximo possível de armas, equipamentos e informações sobre os karosseanos para lutar contra eles antes que seja tarde demais. O herói deverá visitar diversas cidades de Thalos, onde cada uma é batizada com a característica principal que a norteia como a Cidade da Indústria, onde é refinada e processada o combustível e onde se comporta mais da metade do complexo industrial de Thalos; a Cidade do Saber com suas academias, museus, bibliotecas e universidades, a Cidade da Adoração com seus templos, reservada para exprimir a fé do povo thaliano; a Capital, lar do governo central de Thalos, etc. Embora as cidades estejam desertas, elas também são igualmente perigosas, uma vez que os karosseanos patrulham as ruas em busca de possíveis cidadãos que não foram infectados, bem como para saquear. Além disso, os temíveis dinossauros vagueiam à vontade pelas cidades, pois não há mais ninguém para poder controlá-los. A busca pelas informações vitais que poderão levar à vitória contra os invasores também levará o protagonista a encontrar diversas máquinas robóticas de guerra, criados pelos thalianos ou pelos próprios karosseanos, que poderá ajudar o herói, uma vez que cada robô encontrado tem características próprias, como vôo, bombardeio, cargueiro, transporte por lugares inóspitos, etc. Os robôs mais poderosos estão escondidos na Cidade dos Guardiões, no entanto será necessário encontrar a senha que permitirá passar pela segurança. A busca do herói o levará finalmente até a capital de Thalos, onde se encontra a base dos karosseanos, e ao destino final de Thalos.

A capa do livro com um robô lutando contra um Tiranossauro Rex mostra muito bem a que veio esta fantástica aventura de encontro entre passado e futuro. Escrito mais uma vez pelo “xará” de Steve Jackson, o Steve Jackson americano montou uma história totalmente não-linear, onde há inúmeros caminhos para se chegar à conclusão do livro. Embora algumas cidades visitadas não forneçam nenhuma vantagem para o herói, outras possuirão informações essenciais para o combate final contra os inimigos e precisam ser visitadas, ou a batalha final será muito mais difícil. Será necessário encontrar senhas e códigos secretos para passar por seguranças eletrônicas que guardam importantes itens e também para passar pelos guardas karosseanos, sempre que o herói de alguma forma for confundido. A vantagem da história não linear é que o herói poderá passar mais de uma vez por um lugar já visitado e lá recuperar um robô que havia sido abandonado, se de alguma forma o robô utilizado no momento ter sido destruído ou inutilizado. O problema é que visitar um mesmo lugar poderá não estar como antes, uma vez que ele poderá estar ocupado com inimigos karosseanos ou mesmo com dinossauros. Outra observação a ser destacada é a multiplicidade de finais, com pelo menos dois finais felizes – um deles é bem emocionante, já que envolve uma verdadeira guerra contra as máquinas karosseanas e com a mais poderosa máquina do jogo, o Supertanque; o outro envolve um desafio honrado contra o próprio Minos, em um duelo valorizado pelos próprios karosseanos. “Robô Comando” é um dos melhores livros não-lineares da série, pois dá ao jogador bastante liberdade para suas escolhas bem como a variedade de robôs a serem escolhidos, embora realmente seja difícil escolher qual usar já que eles possuem características próprias que outros não possuem. Há algumas falhas como por exemplo, como os soldados karosseanos utilizam armas de fogo (como mostrado em uma das ilustrações) e o herói usa apenas uma espada e sua confiança nos robôs (talvez seja um código de ética samurai?), embora não dispense armas para equipar suas máquinas. O final também é bem escrito e realmente é difícil saber qual dos dois finais se adequaria melhor ao gosto do leitor. Excelente leitura, boas ilustrações e uma história com bastante suspense, pois o fato de estar sozinho em um país rodeado de lagartos gigantes e de pessoas más querendo te matar faz com que cada virada de página seja uma emoção a mais. Para quem é fã de “Transformers”, esta aventura será um prato cheio.

Notas e curiosidades:

  • Robô Comando é um dos raros livros que possuem mais de um final bem sucedido.
  • Diferente de outros livros, a referência 400 não é a conclusão da história.
  • Foi o último livro escrito pelo Steve Jackson norte-americano
  • Há regras de combate entre robôs contra robôs e robôs contra dinossauros.
  • Foi a décima quarta publicação brasileira.

Localização: Thalos.
Localidades: Ver texto.
Referências: 400

Review por: Thiago Macieira

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7 Respostas

  1. Robô Comando é um dos melhores livros da série, com ação e suspense do começo ao fim! É um dos meus favoritos.

    Esse livro tem TRÊS finais possíveis: um é a luta contra o Super Tanque de Minos; outro é o desafio mano a mano, e no terceiro vc elabora uma poção pra espalhar por todo o território de Thalos, pra acordar as pessoas afetadas pela doença do sono.

    Lembro vagamente que os karosseanos são mencionados tambem em outro livro da série, só não lembro qual.. Quem souber aí, deixa a dica.

    Valeu

  2. […] explicou por cima do que se tratava. Em 1998, este mesmo colega me emprestou o livro-jogo chamado “Robô Comando”. Esse foi o meu primeiro contato com a coleção “Aventuras Fantásticas” (Fighting […]

  3. […] um livro… não, um jogo… na verdade, as duas coisas juntas: um livro-jogo chamado Robô Comando! “Mas o que diabos é um livro-jogo?”. Se trata de um livro com uma história […]

  4. Uma história épica!!! Lembro me claramente de todo enredo, acho que na época joguei várias vezes. Lembro-me vagamente do feiticeiro da montanha de fogo também. Gostaria de encontrar um exemplar para comprar. Acho que meus filhos iriam adorar assim como eu!!!

  5. […] um livro… não, um jogo… na verdade, as duas coisas juntas: um livro-jogo chamado Robô Comando! “Mas o que diabos é um livro-jogo?”. Se trata de um livro com uma história […]

  6. Era um dos meu favoritos! Consegui comprá-lo novamente recentemente

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