18. O Templo do Terror

O Templo do Terror

O Templo do Terror

Título original em Inglês:
Temple of Terror

Título em Português (PT):
O Templo do Terror

Numeração original: # 14

Autor:
Ian Livingstone

Lançamento:
Setembro de 2016

Ilustrações:
Bill Houston

Ilustração da capa por:
EdH Müller e Bianca Augusta

Tradução para Português-BR:
Gustavo Brauner

O poder sombrio de Malbordus está atingindo o seu ápice! Tudo o que ele precisa é recuperar os cinco artefatos dracônicos escondidos por séculos na cidade perdida de Vatos, no Deserto dos Crânios. Cada dia que passa o deixa mais perto deles e apenas VOCÊ poderá pará-lo.

Sua missão é cruzar as areias lancinantes do deserto, encontrar a misteriosa cidade perdida e destruir os tesouros procurados por Malbordus antes que ele possa alcançá-los. Mas, atenção! Cada passo o deixa mais próximo de sua perdição…

Depois de uma missão bem sucedida (presume-se, a busca pelo Martelo de Ponte de Pedra na Floresta Madeira Negra em “A Floresta da Destruição”), o protagonista da história encontra-se descansando por alguns dias na amigável aldeia dos Anões de Ponte de Pedra, quando uma comoção interrompe o silêncio e a paz do lugar. Trata-se do velho mago Yaztromo, que busca na vila dos Anões ajuda para uma perigosa tarefa. O feiticeiro descobriu um plano de dominação de toda Allansia perpetrado pelos malignos Elfos Negros e um de seus mais temíveis líderes, o sombrio Malbordus – o Filho da tempestade. Percebendo a hesitação dos Anões, o aventureiro se prontifica em auxílio do mago. Yaztromo então o convida para dirigir-se até sua torre, no lado sul da Floresta Madeira Negra. No caminho, ele lhe conta a respeito do jovem Malbordus e de sua sede de poder pela magia secreta dos Elfos Negros. Ele foi abandonado ainda criança por sua mãe e encontrado pelos malignos Elfos Negros. Estes o levaram para seus reinos subterrâneos e lá ele foi criado à maneira deles. Ainda criança desenvolveu poderes extraordinários e possuía muita facilidade de aprendizado. Durante seu crescimento foi dado a ele diversos testes para verificar se era de fato capaz de receber a magia secreta dos Elfos Negros, magia essa tão vil que mata os usuários despreparados. Foi na busca de tais poderes que Malbordus exercitou sua maldade e semeou seu ódio por todas as criaturas da superfície. Seus mestres então lhe deram uma tarefa final: reaver os cinco artefatos do Dragão, escondidos nas catacumbas da cidade perdida de Vatos, no Deserto dos Crânios. Com a aquisição desses artefatos e após receber a magia secreta, Malbordus poderá dar vida a esses Dragões e liderar um exército indestrutível que dominará todas as terras de Allansia e as colocará sobre domínio permanente dos Elfos Negros. Yaztromo, sabendo da urgência da missão e no ímpeto de poder ajudar o aventureiro, também ensina algumas mágicas simples para ele, como Abrir Portas, Flecha Mágica, Luz, Saltar, etc. Munido de alguns destes poderes e com uma pequena ajuda em ouro do mago, o herói viaja rapidamente para o Deserto dos Crânios, havendo duas rotas para tal feito: caminhar pela Planície Sul e chegar ao deserto pelo norte ou viajar até Porto Areia Negra e de lá pagar um navio que o deixará na costa oeste do deserto. No entanto os perigos são muitos e Malbordus sabe que não está sozinho na busca pelos artefatos, por isso ele enviará diversos emissários e assassinos para frustrar a tentativa do herói.

Horror Noturno

Horror Noturno

Uma vez no escaldante Deserto dos Crânios, o leitor deverá encontrar a cidade perdida. Não será muito difícil de encontrá-la, no entanto haverá diversos perigos escondidos debaixo dessas dunas mortais. Vermes Gigantes e tempestades de areia são amostras do que esconde esse lugar infernal. Chegando em Vatos, o protagonista descobrirá que o lugar não está tão abandonado assim, uma vez que o lugar, apesar de desabitado há gerações, ainda serve de refúgio para um culto secreto de adoração de deuses malignos do deserto! Além de enfrentar Malbordus e seus servos, o herói ainda vai ter que lutar pela própria vida com os cultistas malignos e suas criaturas infernais. Os artefatos encontram-se nas catacumbas abaixo da cidade, onde também se localiza o templo secreto destes adoradores do Mal. O leitor deverá procurar por salas, corredores, paredes secretas e salões em busca dos itens. No entanto, Malbordus também contratou um terrível assassino para eliminar o aventureiro: trata-se do diabólico Mensageiro da Morte, um matador incansável e sobrenatural que brinca com suas vítimas, espalhando as cinco letras da apalavra MORTE pelas salas e corredores que o herói percorrerá no futuro, uma vez que ele consiga encontrar as cinco letras, o aventureiro morrerá e o assassino terá cumprido com seu dever. Com isso a busca fica ainda mais difícil, pois o aventureiro pensará duas vezes antes de abrir qualquer baú que encontrar, pois ele pode reservar um destino nada feliz. Dentro das catacumbas há outros inimigos, como mortos-vivos reanimados por feitiçaria; animais, armadilhas e caminhos errados. Infelizmente para o leitor, Malbordus aparentemente só precisa encontrar um Dragão para que seu objetivo se complete e se ao final, o aventureiro não tiver encontrado nenhum, então terá falhado e a aventura terminará. No final do labirinto, como era de se esperar, Malbordus estará esperando o aventureiro encontrar todos os artefatos, fazendo o jogo sujo que lhe cabia para no final matá-lo e pegar os Dragões.

Mais um livro-jogo muito bom de Ian Livingstone, o autor nos traz uma aventura quase épica. Dividida em duas partes. A primeira parte compreende da partida do herói da Torre de Yaztromo até Vatos e a segunda parte compreende as catacumbas que levam até o templo maligno.

O início do labirinto é relativamente fácil e sem muitos perigos, mas à medida que o leitor percorre o santuário interno da masmorra e chega ao templo, aí a dificuldade se eleva de maneira vertiginosa. Com este livro nós percebemos mais da construção aos poucos do vasto continente de Allansia e do mundo de Titan. Nessa eletrizante aventura, fazemos uma rápida visita a Porto Areia Negra, a Cidade dos ladrões, e a famosa Taverna Lagosta Negra, onde brigas são sempre comuns. Com certeza a visita à cidade é um dos pontos altos da aventura. O nível eleva-se ainda mais com a inserção de um sombrio personagem: O Mensageiro da Morte, e seu jogo maléfico. Cada letra encontrada pelo leitor o aproxima mais da palavra sinistra que é o objetivo dele para com o herói. Portanto, em Vatos, haverá cinco artefatos do Dragão, bem como cinco letras malditas. As criaturas encontradas no templo também são muito difíceis, como o Orc Mutante, servo pessoal de Malbordus, e o Horror Noturno – a batalha com este último é muito bem planejada e perigosa. Os Dragões estão muito bem escondidos e um corredor errado simplesmente acabará com qualquer chance de encontrá-los. A batalha final com Malbordus será de altíssima dificuldade se o aventureiro não tiver encontrado certos itens. Por ser conhecedor de magia, ele a usará sem perdão. No entanto, com o uso do objeto correto, a batalha não será nenhum bicho de sete cabeças, comparado às batalhas anteriores, e se resumirá a um mero duelo de espadas. Enfim temos uma excelente aventura, que diferente dos livros anteriores, explora uma área muito maior e desconhecida de Allansia, como planícies, rios, cidades, desertos e (claro!) masmorras. Também dispomos de uma série de magias que podemos utilizar para facilitar nossas vidas, embora muitas delas, usadas erroneamente, permitirão consequências trágicas. Apesar de não ser uma aventura tão difícil quanto o Masmorras da Morte, por exemplo, é bastante emocionante, principalmente com a batalha pessoal – e exótica – entre o protagonista e o Mensageiro da Morte, sem dúvida, um dos grandes triunfos do sucesso desta aventura pelos fãs da série.

Notas e curiosidades:

  • Há um erro de continuidade, pois quando o aventureiro chega até a sala do Golem, o livro nos conta que ele é primeiramente feito de bronze, mas quando ele toma vida, o monstro na verdade é um Golem de Pedra.
  • Porto Areia Negra é mais uma vez ilustrada nesta aventura, sendo o lugar mais visitado de toda a série, com uma passagem rápida de uma noite pela barulhenta taverna Lagosta Negra.
  • A história detalhada da vida de Malbordus encontra-se no livro Titan – o Mundo de Aventuras Fantásticas.
  • Dependendo da interpretação, esta é uma sequência não oficial de A Floresta da Destruição e As Cavernas da Bruxa da Neve, compreendendo a última parte da saga.
  • Mais uma vez o aventureiro terá a chance de manejar o Martelo de Ponte de Pedra, a arma mágica do Rei Gillibran.

Localização: Allansia, Titan.
Localidades: Ponte de Pedra, Torre de Yaztromo, Porto Areia Negra, Planície Sul, Deserto dos Crânios, Vatos.
Referências: 400
Ilustrações: Existem 33 ilustrações de página inteira e 5 ilustrações menores que se repetem. Os parágrafos que contém as ilustrações de página inteira são: 1, 10, 24, 38, 47, 59, 68, 79, 93, 106, 119, 128, 140, 151, 164, 180, 196, 206, 216, 227, 237, 249, 262, 274, 288, 302, 316, 329, 341, 354, 365, 377 e 389.

Encontros:

  • Águia Gigante
  • Cão da Morte
  • Centopeia Gigante
  • Coisa com Tentáculos
  • Demônio
  • Discípulo das Trevas
  • Elfo Negro
  • Espada
  • Golem
  • Guarda Escravo
  • Guerreiro Esqueleto
  • Harpia
  • Homem Esqueleto
  • Homem Lagarto
  • Homem Rato
  • Horror Noturno
  • Ladrão
  • Malbordus
  • Mosca-Agulha
  • Orc Mutante
  • Pirata
  • Pterodáctilo
  • Serpente
  • Servo
  • Tentáculo
  • Torturador
  • Troll das Cavernas
  • Vaga-Lume Gigante
  • Verme de Areia

Erratas:

  • Em análise…

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Review por: Thiago Macieira

17. Guerreiro das Estradas

Guerreiro das Estradas

Guerreiro das Estradas

Título original em Inglês:
Freeway Fighter

Título em Português (PT):
Não editado em Portugal

Numeração original: # 13

Autor:
Ian Livingstone

Lançamento:
Junho de 2016

Ilustrações:
Kevin Bulmer

Ilustração da capa por:
Rodney Buchemi e Giovanna Guimarães

Tradução para Português-BR:
Gustavo Brauner

Em 2022, a população mundial foi dizimada por um vírus mortífero. Você é um dos poucos sobreviventes morando na cidade fortificada de Nova Esperança. Lá fora vagam os novos bárbaros – morte e destruição são seu modo de vida.

Sua missão é dirigir até San Anglo e trazer suprimentos vitais. Mesmo no seu interceptor blindado, armado com metralhadoras e mísseis, a jornada será muito perigosa. Você tem o que é necessário para sobreviver?

“O Guerreiro das Estradas” é o primeiro livro de Ian Livingstone ambientado em um cenário diferente da fantasia medieval clássica. Estamos em um período desconhecido do século XXI. O mundo como o conhecemos foi completamente dizimado por um vírus desconhecido que matou mais da metade da população mundial no ano de 2022, justamente quando a civilização parecia ter descoberto um caminho para uma paz duradoura e promissora. Cidades inteiras foram abandonadas e lugares férteis se transformaram em verdadeiros desertos. As pessoas passaram a matar outras por pequenas quantidades de alimentos. Os sobreviventes se dividiram em duas facções. A primeira se reuniu para tentar reconstruir a civilização, enclausurada em pequenas comunidades protegidas como fortalezas, vivendo da agricultura e compartilhando um modo de vida socialista. O segundo grupo decidiu é exatamente o oposto. Viraram os novos bárbaros, vivendo dos saques, dos roubos, dos assassinatos e da destruição de qualquer forma de vida diferente daquela que compartilha a visão do caos, da desordem e da anarquia. Este grupo vive em motocicletas, carros e outras máquinas, destruindo e desafiando todos aqueles que tentam sobreviver de maneira organizada e civilizada. O protagonista da história é um dos sobreviventes do primeiro grupo. Vivendo em uma comunidade chamada Nova Esperança, os moradores do lugar decidiram se unir para garantir a sobrevivência de todos. Juntos plantam, colhem e criam animais em prol do bem geral. No entanto muitas das máquinas utilizadas nas lavouras e na produção de alimentos precisam de combustível para operar normalmente e a falta deste poderia gerar uma crise de fome na comunidade uma vez que a alimentação de todas estaria seriamente ameaçada. No entanto, os aldeões de Nova Esperança receberam uma irrecusável proposta vindo da distante cidade-refinaria de San Anglo, onde os moradores aceitariam trocar 10.000 litros de combustível em troca de sementes e grãos que seriam utilizados para a produção de alimentos. Sabendo dos efeitos benéficos que o combustível traria para a comunidade e também da garantia de vida da sociedade pelos próximos anos, os aldeões procuram alguém experiente, corajoso e inteligente para ir sozinho até San Anglo, percorrendo as perigosíssimas estradas abandonas e repletas de bandidos e bárbaros e então, resgatar o combustível.

O voluntário escolhido estará armado com um revólver, munição e uma faca, mas também estará equipado com uma poderosa máquina de quatro rodas: um Dodge Interceptador equipado com metralhadoras, foguetes, estrelas de ferro para furar pneus de perseguidores indesejados, latas de óleo e estepe. O mundo fora de Nova Esperança está incrivelmente mudado: cidades inteiras estão abandonadas, ruas estão cheias de mato, carcaças de carros e outros veículos estão jogados ao léu nas estradas e animais encontram-se espalhados por todos os cantos. Durante o percurso o herói poderá interagir com diversos personagens que decidiram viver fora das pequenas comunidades. Embora a maioria seja representada por bandidos bárbaros perigosos, montados em motocicletas, outros preferem viver trabalhando por conta própria, seja consertando veículos ou vendendo outros produtos. Por diversas vezes o protagonista poderá ser surpreendido por bandidos dirigindo verdadeiras máquinas de guerra que vão tentar destruí-lo por simples diversão! Prédios que, aparentemente em seu exterior aparentam segurança para passar a noite, podem esconder emboscadas, tramadas por caçadores que pretendem assaltar e matar o protagonista. Animais selvagens, armadilhas na estrada, acidentes naturais como avalanches e pontes quebradas podem se tornar obstáculos ainda mais perigosos que os próprios bandidos.

“O Guerreiro das Estradas” é um livro muito divertido, principalmente para quem é fã de veículos, pois mostra vários campos de possibilidades de uma excelente aventura de carros, como perseguições, tiroteios, ralis incrivelmente bem detalhados e máquinas de quatro rodas altamente sofisticadas. Praticamente inspirado nos filmes de Mad Max, a história apocalíptica da aventura é bem escrita, com alguma dose de humor, e embora possua 380 referências, é uma aventura extremamente linear, bem ao estilo Ian Livingstone de se escrever. Para se chegar em segurança até San Anglo será necessário coletar combustível para o carro. Em diversos momentos a aventura simplesmente terminará se o herói não conseguir encontrar gasolina suficiente para abastecer o veículo. Infelizmente esse é o grande empecilho da aventura, uma vez que a maior dificuldade da aventura não será escapar dos bandidos propriamente ditos, mas a busca por combustível se torna praticamente uma constante que acaba se tornando enfadonho durante o percorrer da história. Em uma dessas buscas o protagonista deverá participar de uma corrida de carros bem ao estilo “Velozes e Furiosos” contra o maior corredor de uma das gangues (inclusive com uma cantada no final de uma das mulheres do evento). Para quem acha que a história termina ao chegar em San Anglo está completamente enganado. Uma gangue de arruaceiros conhecidos como Cães malditos, pretende fazer um ataque à cidade para tomar posse da refinaria e comprometer o sucesso de sua missão. Uma batalha terrível poderá ser travada na cidade e o herói será decisivo para sua vitória. Embora “Guerreiro das Estradas” não seja realmente a melhor das aventuras dos livros-jogos, pois não é o estilo de Ian Livingstone, de fato é uma aventura cuidadosamente construída e – para quem é fã de Mad Max com certeza terá uma ótima diversão.

Notas e curiosidades:

  • A primeira galeria de ilustrações para o livro aparentemente foi rejeitada por Ian Livingstone no último momento. Kevin Bulmer teve que refazer todas as ilustrações em um período de apenas 9 dias para poder satisfazer o escritor.
  • Ian Livingstone é fã incondicional de Fórmula 1 e aparentemente foi uma de suas inspirações para escrever este livro.
  • Há diversas referências de carros famosos que foram incluídos na aventura para dar mais veracidade à história como Chevrolet, Ford, Toyota, Commodore e Jaguar.
  • Embora não seja explicitamente citado o ano atual e nem o lugar da terra onde se passa a aventura, tudo leva a crer que se passa nos Estados Unidos da América, graças ao jornal datado na seção “introdução” (New York) e a ilustração de um “Café”, estabelecimento típico em lugares como o Texas e Nevada, nos Estados Unidos.
  • Embora a tradução brasileira, na seção “introdução”, tenha posto que a final da Copa do Mundo de 2022 na Austrália tenha sido travada entre Inglaterra e Brasil, na tradução original a final é entre Inglaterra e Estados Unidos.
  • Uma revista em quadrinhos foi produzida com a temática desse livro, clique aqui para conferir.

Localização: Terra
Localidades: América do Norte (carece de fontes).
Referências: 380
Ilustrações: Existem 32 ilustrações de página inteira e 5 ilustrações menores que se repetem. Os parágrafos que contém as ilustrações de página inteira são: 1, 13, 24, 34, 49, 60, 78, 90, 102, 115, 128, 138, 147, 158, 167, 178, 190, 207, 211, 221, 241, 257, 269, 271, 281, 291, 311, 321, 331, 341, 351 e 372.

Encontros:

  • Bandido
  • Biga
  • Buggy de Areia
  • Cão da Perdição
  • Cão Selvagem
  • Carro Blindado
  • Carro de Passeio
  • Chevrolet Vermelho
  • Commodore
  • Duelista
  • Ford Amarelo
  • Helicóptero
  • Jaguar E-Type
  • Lobo
  • Moto
  • Moto e Sidecar
  • Motocicleta
  • Motoqueiro
  • O Animal
  • Salteador
  • Toyota

Erratas:

  • Em análise…

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Review por: Thiago Macieira

16. A Espada do Samurai

A Espada do Samurai

A Espada do Samurai

Título original em Inglês:
Sword of the Samurai

Título em Português (PT):
A Espada do Samurai

Numeração original: # 20

Autores:
Mark Smith e Jamie Thomson

Lançamento:
Março de 2016

Ilustrações:
Alan Langford

Ilustração da capa por:
EdH Müller e Ricardo Riamonde

Tradução para Português-BR:
Gustavo Brauner

O reino de Hachiman está em grave perigo. Bandidos vagam livres pelas estradas e invasores bárbaros atacam dentro das fronteiras. Tudo isso porque a Dai-Katana – a grande espada Morte Cantante – foi roubada do xogum.

VOCÊ é o campeão do xogum, um jovem samurai. Sua missão é recuperar a fabulosa espada das mãos de Ikiru, o Mestre das Sombras, que a mantém escondida nas profundezas de Onikaru, o Poço dos Demônios. Trilhe o caminho do guerreiro e salve Hachiman… Ou morra tentando!

Nesta aventura única, a série fantástica de livros-jogos nos leva até a distante terra de Hachiman, na costa leste de Khul. Sua cultura é completamente diferente de todo o resto de Titan, pois seu povo é constituído em sua maioria de camponeses que trabalham na lavoura e na agricultura em terras de nobres ricos, que obedecem a um senhor maior e controlador de toda a nação, o Xogum, que mantém seu poder na capital, Konichi. Esses nobres que governam Hachiman depositam a segurança da terra em homens de confiança e habilidosos lutadores denominados samurais. Os samurais são guerreiros, exímios espadachins e fortemente ligados a seu senhor em uma espécie de vassalagem e suserania. São eles que garantem a segurança da região e do regime feudal, defendendo as fronteiras e os territórios de seu senhor dos bárbaros e bandidos de outras regiões de Khul. O principal elemento que garante até hoje o poder do xogum é uma espada mágica denominada Morte Cantante, cujo poder oculto acredita-se ter sido depositado pelos deuses e que é a principal responsável pela estabilidade de Hachiman e pelo reconhecimento do poder do Xogum Kihei Hasekawa pelos outros nobres e barões da terra. Diz-se que aquele que conseguir descobrir o segredo da Espada, dominará Hachiman, e somente o xogum conhece esse segredo. Um dia, no entanto, a preciosa espada foi roubada do xogum por um maligno e misterioso ser conhecido como Ikiru, o Mestre das Sombras, que vive nas Montanhas Shios’ii em um lugar de ruínas conhecido como Onikaru, o temido “Fosso dos Demônios”. Sem a espada mágica, o poder do Xogum se enfraquece a cada dia conforme nobres rebelados declaram independência de suas terras e atacam os territórios vizinhos ampliando suas fronteiras. Bárbaros selvagens atacam o território e bandidos andam livremente atacando vilas e camponeses. O caos promovido pelo roubo da espada levará em breve a terra de Hachiman à anarquia. A única esperança do xogum será depositar toda sua confiança em seu mais capacitado e leal servo e campeão, um jovem samurai (o protagonista) que deverá sozinho percorrer o território em direção a Onikaru, o Fosso dos Demônios, e recuperar a Morte Cantante em poder de Ikiru. O herói é um grande seguidor do Bushido, “o caminho do guerreiro” e especialista em Kenjutsu, “a arte da espada”. O Mestre das Sombras, por sua vez, planeja juntar as principais forças do caos, bem como fantasmas e demônios para dominar toda a terra de Hachiman. Além de sua habilidade com a katana (espada longa) e com a wakizachi (espada curta), o protagonista terá a escolha de uma de quatro especialidades de combate: Kyujutsu (arco e flecha), Iaijutsu (saque rápido com a Katana), Karumijutsu (saltos mortais) e Ni-to-kenjutsu (luta com duas espadas). Então munido com a devida habilidade e também com seu código de honra, o leitor poderá dar início a aventura. Há dois caminhos principais para Onikaru. A mais curta segue em direção à Floresta das Sombras e passa pela Ponte Hagakura enquanto o segundo caminho, mais longo, passa pelo vau do rio e pelo pântano Mizokumo, lar das aranhas gigantes.

Este com certeza é um dos principais livros da série e que convida o leitor se tornar herói de uma aventura diferente. O cenário da história é inspirado no Japão feudal, com toda a sua cultura samurai e também de monstros do folclore japonês como o Tatsu, um dragão mágico sem asas, os kappa’s, monstros que vivem nos rios, e os temidos Rokuro-Kubi, criaturas mortas-vivas que conseguem desprender suas cabeças dos corpos para caçar. A cultura dos samurais japoneses também foi mantida de maneira exemplar. Há Ronins (samurais sem senhores), há Ashigarus, (casta de guerreiros inferior dos samurais) e o código de honra dos samurais, o Bushidô. É através desse código que o leitor passará pelos perigos da história, seja defendendo os mais fracos, impedir que seu senhor seja envergonhado, eliminar aqueles que se opõem ao regime do Xogunato, etc. Caso a Honra do samurai esteja tão baixa devido as suas atitudes no decorrer da história, ele será obrigado a cometer o Seppuku ou Hari-kiri, um suicídio para lavar sua alma e recuperar sua honra. A busca pela Espada Morte Cantante levará o leitor a uma terra de perigos. Dependendo do caminho que ele esconder ele deverá confrontar bárbaros, samurais de nobres renegados, revolta de camponeses e ronins. No entanto é depois da primeira parte da história que o livro fica mais difícil à medida que percorre o interior selvagem de Hachiman, o protagonista deverá confrontar monstros e criaturas poderosas que testarão ao máximo as habilidades do samurai. Seja passando por uma vila infestada de Rokuro-Kubi ou adentrando um pântano repleto de aranhas gigantes, muitos perigos serão jogados no samurai aventureiro antes de confrontar seu destino em Onikaru. Antes de confrontar Ikiru, o samurai deverá derrotar o maior aliado dele, o Daí-Oni, um demônio-feiticeiro e seus três servos grotescos. Para isso ele deverá confrontá-lo na Arena de um lugar conhecido como Eixo dos Planos. Lá, com a ajuda de aliados importantes, haverá uma batalha de vida ou morte observada pelos próprios deuses que definirão quem de fato merece ter direito a espada mágica.

Uma aventura muito inteligente, com enredo bem planejado e com dois excelentes caminhos de aventura a se escolher repleta de situações inovadoras, como um ataque secreto à fortaleza de um nobre rebelado ou a busca das águas do conhecimento são pequenas situações que demonstram o quão rico é este livro. A riqueza de detalhes da cultura do Japão medieval também se faz presente nesta história, seja com a hierarquia de castas (samurai, senhor, camponês) seja com os nomes de animais, armas e outros objetos e também as tradições militares. O fato de estar sempre ligado ao código de honra samurai impede o leitor de fazer certas atitudes e restringe um pouco sua liberdade, diferente de outros jogos, mas é isso que faz de “A espada do samurai” um livro muito legal. O fato de estar com a Honra elevada facilitará bastante a batalha contra o Mestre das Sombras no final do livro. Ele é uma criatura vil repleta de poderes e se o leitor conseguir descobrir o segredo da Espada Morte Cantante, tudo será muito mais fácil, exceto se o próprio leitor botar tudo a perder. Enfim, uma ótima leitura, principalmente para quem é fã de mangás japoneses de histórias de samurais e sempre quis estar na pele de um, como é o caso deste crítico que vos escreve.

Notas e curiosidades:

  • Este livro possui um novo atributo “Honra”, baseado no código do Bushidô dos Samurais. Caso a honra do protagonista chegue a 0, este deverá cometer Seppuku (suicídio).
  • Este é o primeiro livro publicado no Brasil baseado no continente de Khul.
  • Os mortos-vivos conhecidos como Rokuro-Kubi são conhecidos como Nuke-Kubi no Japão.
  • Há uma curiosidade na seção histórico. O narrador diz que Titan é dividido em três continentes, Allansia, Kakhabad e Khul. Kakhabad seria na verdade O Mundo Antigo, mas deve ser como os moradores de Hachiman conhecem em seus mapas o Mundo Antigo.
  • O isolamento de Hachiman do restante do mundo coincide com o histórico isolamento do Japão do restante do mundo por vários séculos, o que fez desenvolver uma cultura homogênea.
  • Este foi um dos primeiros livros a apresentar uma lista de “habilidades especiais” das quais o jogador pode escolher e que afetam consideravelmente o jogo. Embora tenha sido precedido pelo “Encontro Marcado com o M.E.D.O” com escolha de talentos particulares, estes são réplicas de habilidades “normais” e não de super-poderes.
  • Este livro possui referências trocadas em alguns países e edições devido às respostas de algumas charadas que possuem no mesmo serem o resultado de somas das posições das letras da resposta no alfabeto e, como estas palavras possuem letras diferentes em cada idioma, o resultado destas somas são diferentes, com isso, levando à referências diferentes em cada idioma.

Localização: Khul, Titan.
Localidades: Konichi, Floresta de Sombras, Pântano Izokumo, Ponte Hagakura, Hachiman, Montanhas Shios’ii.
Referências: 400
Ilustrações: Existem 30 ilustrações de página inteira e 6 ilustrações menores que se repetem. Os parágrafos que contém as ilustrações de página inteira são: 1, 8, 22, 30, 34, 66, 68, 75, 76, 78, 82, 95, 98, 110, 121, 126, 136, 138, 149, 155, 158, 185, 195, 201, 220, 250, 294, 378, 379, 385 e 397.

Encontros:

  • Alce Negro
  • Aranha da Água
  • Aranha do Alçapão
  • Carcereiro
  • Cavaleiro Samurai
  • Dai-Oni
  • Demônio das Sombras
  • Esqueleto
  • Fazedor de Carvão
  • Fênix
  • Gargantus
  • Ginsei, o Ronin
  • Grande Serpente
  • Guarda
  • Guarda Shikome
  • Guarda-Costas de Tsietsin
  • Guerreiro Samurai
  • Ikiru
  • Kappa
  • Lançador de Fogo
  • Lorde Tsietsin
  • Louva-a-Deus Demônio
  • Marmota
  • Mukade
  • Renegado
  • Rokurokubi
  • Samurai
  • Samurai de Prata
  • Samurai Morto-Vivo
  • Shikome
  • Shura
  • Tatsu
  • Tigre Dentes-de-Sabre
  • Totatekumo

Erratas:

  • Referência 46: Onde se lê “Caso seja igual ou maior…”, leia “Caso seja maior…”.
  • Referência 74: Onde se lê “Dao-Oni”, leia “Dai-Oni”.
  • Referência 170: Onde se lê “Se for igual ou menor…”, leia “Se for igual ou maior…”.

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Review por: Thiago Macieira

Erratas por: Jhonata Almeida

15. A Nave Espacial Traveller

A Nave Espacial Traveller

A Nave Espacial Traveller

Título original em Inglês:
Starship Traveller

Título em Português (PT):
A Nave Perdida

Numeração original: # 4

Autor:
Steve Jackson (Reino Unido)

Lançamento:
Agosto de 2015

Ilustrações:
Peter Andrew Jones

Ilustração da capa por:
Daniel HDR e Thiago Ribeiro

Tradução para Português-BR:
Gustavo Brauner

Sugada através do Vazio Seltsiano, a nave espacial Traveller emerge do outro lado desse buraco negro em um universo desconhecido. VOCÊ é o capitão da Traveller e o destino dela jaz em suas mãos. Será que você conseguirá descobrir o caminho de volta para a Terra através dos povos alienígenas que encontrar e dos planetas que visitar, ou será que você e sua tripulação estão destinados a vagar pelo espaço desconhecido para sempre?

Tudo de que você precisa para embarcar nesta emocionante aventura entre as estrelas é um lápis, uma borracha e dois dados! Você tem uma tripulação inteira para comandar, além da própria nave espacial. Há muitos perigos à frente, e o sucesso não é garantido. VOCÊ decide que caminho tomar, contra quais perigos se arriscar e quais adversários enfrentar!

“A Nave Espacial Traveller” é uma aventura de ficção científica, localizada em um futuro muito distante. O protagonista é um comandante cuja nave e tripulação foram acidentalmente sugados por um buraco negro e lançados para um quadrante desconhecido do universo. A partir desse ponto, a missão do jogador será encontrar os meios necessários para retornar a Terra, coletando pistas de diferentes planetas para poder alcançar tal meta. Uma vez do outro lado do temível buraco negro conhecido como Vazio Seltsiano, a tripulação da nave Traveller encontra-se completamente perdida e literalmente à deriva, pois a localidade do espaço na qual a nave se encontra é completamente desconhecida. Trata-se de uma passagem dimensional em um universo paralelo. A única forma de retorno será encontrar as coordenadas de onde o buraco negro irá se formar outra vez e atravessá-lo no tempo e local exatos. Um número errado significará a condenação da nave e da tripulação, uma vez que o buraco poderá levá-los para uma localidade ainda mais longínqua ou mesmo destruí-los. Durante a busca pelas coordenadas corretas, o capitão e o resto da tripulação da Traveller necessitarão vasculhar planetas desconhecidos e outros sistemas galácticos. A busca resultará no encontro de planetas desertos ou povoados; de habitantes hostis ou amigáveis; de povos com inteligência infinitamente superior à da raça humana ou completamente inferior e bárbara, além de alienígenas, robôs e outros seres espaciais.

Esta é a aventura que de fato é o sonho para qualquer fã de “Jornada nas Estrelas” e com toda a certeza foi a grande inspiração de Steve Jackson para a criação desta história. Após o sucesso do livro “O Feiticeiro da Montanha de Fogo”, os dois criadores da série resolveram escrever livros separados. Ian Livingstone resolveu explorar o continente de Allansia e dedicar-se mais aos livros de fantasia épica, com cada um escrevendo um livro por vez. Jackson escreveu “A Cidadela do Caos”, depois foi a vez de Livingstone escrever “A Floresta da Destruição”. Quando chegou a sua vez, Jackson resolveu bolar uma história de ficção científica e adequar a série Fighting Fantasy para outros tipos de categorias, não a limitando somente a livros de fantasia. Com isso escreveu uma aventura divertida e com diversas regras e novidades. Algumas dessas novidades compreenderiam a inserção de dois novos estilos de combate, além do corpo-a-corpo. Esses dois combates seriam o combate com naves e o com armas de fogo, que permitem reduções drásticas de Energia do oponente. Outra variável de grande destaque é a opção do leitor poder controlar diversos personagens da tripulação, dentre eles o Oficial de Ciências, que pode informá-lo a respeito de problemas gerais e dúvidas com relação a itens e seres vivos de outros planetas; Oficial de Medicina, um médico que pode curá-lo de seus ferimentos e desenvolver remédios para doenças e toxinas; Oficial de Engenharia, profundo conhecedor da nave e de geologia; Oficial de Segurança, hábil com armas e responsável pela segurança da nave e da tripulação e dois Guardas de Segurança. O Capitão, que será interpretado pelo leitor, poderá levar um ou mais destes tripulantes para acompanhá-lo pelos planetas e encontrar as coordenadas.

De fato, Steve Jackson conseguiu desenvolver uma boa história que, apesar de ser uma das mais curtas da série com apenas 343 referências, também é bem cativante. Quem não é muito fã de aventuras espaciais ou de filmes de ficção científica, é melhor nem ler este livro. Mas para quem gosta com certeza não vai se decepcionar. Há todos os elementos de uma boa aventura espacial: alienígenas, batalhas entre naves espaciais, planetas a serem investigados, máquinas de teletransporte, armas de raios lasers, povos intergalácticos de altíssima inteligência e povos selvagens e bárbaros. Somente o sentimento de ser o comandante de uma nave espacial de grande importância e sabendo que o leitor é a única esperança de sucesso para sua tripulação já vale uma boa leitura. Certas partes da aventura são escritas para testar a capacidade de liderança do leitor, pois ele precisa em certos momentos acalmar a tripulação, prestes a formar um motim por conta da situação desesperadora. Com isso o capitão, além de lutar contra diversos inimigos do espaço também precisa controlar uma tripulação à beira da loucura. Cada planeta visitado reserva uma caixa de surpresas, pois não se sabe que seres o habita, se é hostil, etc. Infelizmente as ilustrações não são tão perfeitas assim, muitas delas são de difícil compreensão e deixam muito a desejar, mas há algumas poucas exceções, no entanto, não comprometem a boa aventura intergaláctica a nós apresentada – a primeira da linha.

Notas e curiosidades:

  • “A Nave Espacial Traveller” é diferente dos outros da série por várias razões. Foi a primeira aventura a ser baseada no espaço com um enredo de ficção científica, ao contrário da tradicional aventura de fantasia e foi o primeiro a possibilitar o leitor jogar com mais de um personagem, consistindo em controlar os níveis de Habilidade e Energia dos outros personagens e interpretar o seu próprio – o capitão da Traveller.
  • Como o livro se baseia em uma extensa viagem com uma espaçonave, ele desenvolveu um modelo de combate próprio com naves inimigas.
  • O livro é o menor da série, consistindo em 340 referências e mais três referências que são explicações dos modelos de combate corpo-a-corpo, de espaçonaves e de armas de fogo.
  • O livro possui muitas similaridades com o a série “Jornada nas Estrelas” (Star Trek). A tripulação usa mecanismos e equipamentos de teletransporte para visitar planetas, a nave possui um sistema de armas parecido com a Enterprise (nave da série original) e a tripulação também possui diversas igualdades.
  • Traveller é um sistema de RPG americano que Jackson afirmou ser um dos seus favoritos em entrevista. Na época do lançamento original deste livro, este RPG estava em franco crescimento.
  • Este livro não possui um histórico ou uma introdução. Passando as regras, o livro segue direto para a aventura iniciada na referência 1.
  • Jackson dedicou este livro para todos os funcionários e membros da Cadeia de jogos Games Workshop (até aquela época), da qual ele e Livingstone foram fundadores.
  • Muitos nomes encontrados na aventura se referem a apelidos e outras características desse pessoal.
  • Uma versão digital dessa aventura, desenvolvida pela Tin Man Games, foi lançada para Steam, Android e iOS.

Localização: Espaço
Localidades: Galáxia desconhecida
Referências: 340
Ilustrações: Existem 27 ilustrações de página inteira e 9 ilustrações menores que se repetem. Os parágrafos que contém as ilustrações de página inteira são: 1, 13, 28, 39, 53, 65, 79, 91, 105, 118, 132, 145, 157, 171, 182, 196, 209, 222, 236, 248, 261, 273, 288, 300, 314, 327, e 340.

Encontros:

  • Águia (Eagle)
  • Coletor (Scavenger)
  • Criaturas do Bar (Bar creatures)
  • Ganzigita (Ganzigite)
  • Guarda (Guard)
  • Guarda Alienígena (Alien guard)
  • Guarda Armado (Armoured guard)
  • Luff
  • Maliniano (Malinian)
  • Nave Alienígena (Alien ship)
  • Robô Assassino (Manslayer Robot)
  • Seu Guarda (Your guard)
  • Squinn
  • Técnico (Technician)
  • Terryalano (Terryal)
  • Velho (Old Man)
  • Você (You)

Erratas:

  • Os nomes Prax e Trax aparentemente referem-se ao mesmo planeta. Na referência 194 aparece escrito como Trax (2x) e na referência 233 aparece escrito como Prax.

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Review por: Thiago Macieira

14. Encontro Marcado com o M.E.D.O.

Encontro Marcado com o M.E.D.O.

Encontro Marcado com o M.E.D.O.

Título original em Inglês:
Appointment with F.E.A.R.

Título em Português (PT):
Encontro com o M.E.D.O.

Numeração original: # 17

Autor:
Steve Jackson

Lançamento:
Abril de 2015

Ilustrações:
Declan Considine

Ilustração da capa por:
Daniel HDR e Thiago Ribeiro

Tradução para Português-BR:
Fabiano Silveira

Um corajoso e incorruptível campeão da lei e da ordem, VOCÊ é o Cruzado de Prata, usando seus superpoderes para proteger os cidadãos inocentes da movimentada Titan City das intrigas de um bando de supervilões.

O arquivilão é o Ciborgue Titânio, chefe da conhecida organização M.E.D.O. Terrorismo, violência, sequestro, corrupção — nada é terrível demais para o M.E.D.O.

Então, quando vazam informações sobre uma reunião secreta dos líderes do M.E.D.O. em Titan City, sua missão é clara: descobrir o local do encontro, capturar o Ciborgue Titânio e seu grupo e levá-los à justiça.

O protagonista desta vez é o Cruzado de Prata, um super-herói a serviço do bem, que usa seus superpoderes para levar criminosos de alta periculosidade para a cadeia. Como a maioria dos heróis contemporâneos, sua identidade permanece secreta. Seu alter-ego é Jean Lafayette, que nas horas vagas trabalha em um escritório simples no centro da metrópole de Titan City. Mas quando o dever chama, este se transforma no herói da justiça e da ordem com o intuito principal de proteger a população inocente da cidade dos terríveis vilões. Recentemente ele descobriu através de seu contato, Gerry da Grama – um estudante que procura sempre auxiliar o herói e informá-lo quando o perigo está ocorrendo – de um encontro nos próximos dias da maior organização criminosa do mundo, o M.E.D.O. (Movimento Euro-americano de Destruição e Oposição), que está planejando algo tão terrível que poderá levar à cidade inteira ao caos. O objetivo do herói será descobrir pistas que o levará até o local e hora exatos da reunião secreta e prender seus líderes. No entanto, a investigação não será fácil, uma vez que ela é constituída de uma série de criminosos e outros vilões equipados com terríveis poderes a serviço do mal. No caminho do herói haverá confrontos letais contra o Brincalhão Escarlate (um maníaco vestido de bobo da corte que adora cometer crimes pregando peças contra suas vítimas); o Dr. Macabro (um cientista responsável por experimentos proibidos com seres humanos); O Serpente (um bandido caracterizado por sua mordida extremamente venenosa) e os Alquimistas (bando de assaltantes de banco que utilizam armas químicas altamente destrutivas). O líder desta organização de supervilões lunáticos é um homem conhecido como Vladimir Utoshsky, uma mente brilhante que decidiu utilizá-la para o mal, porém, mais conhecido como Ciborg Titânio – por conta de circuitos eletrônicos poderosíssimos conectados ao seu corpo que lhe dão força excepcional, além de outras armas secretas incrivelmente perigosas.

Nesta aventura, o Cruzado de Prata possui um de quatro superpoderes que poderão ser utilizados. Superforça, que dá ao personagem uma força extremamente atroz, além da faculdade de voar a grande velocidade; Rajada de Energia, um raio de calor e energia disparado da ponta dos dedos capaz de estontear um ser vivo; HTA ou Habilidade Tecnológica Avançada, que consiste em uma série de utensílios criados pela mente altamente desenvolvida do herói, guardada em seu cinto de utilidades e que permite usá-lo em situações de urgência e Poderes Psíquicos, que dá ao herói poderes de manipulação da mente, mover objetos com a força do pensamento e ler mentes, mas que, no entanto, precisa de tempo para concentração. O herói será avisado do perigo através de seu relógio do crime, um dispositivo que sempre apita, acionado pelo seu contato principal, Gerry da Grama, que por sua vez está sempre procurando informações do submundo para prover ao herói. Quando Gerry descobre algo errado, o protagonista sempre será informado. O Cruzado de Prata não utiliza nenhum tipo de arma e, por ser um servidor incondicional da lei, ele jamais matará algum criminoso e nem fará justiça com as próprias mãos. Por isso, como dever cívico e moral, ele sempre prenderá os bandidos, deixando a justiça para a polícia e para a lei. Em muitas situações, o herói deverá descobrir pistas dos bandidos através de seus crimes executados e em outras ele deverá impedir tragédias iminentes como desastres aéreos, ataques de animais selvagens, cataclismas naturais e acidentes humanos, embora muitos deles possam ter sido perpetrados por criminosos do M.E.D.O. No final da aventura, o herói terá coletado uma série de pistas e informações vitais que o levarão para o encontro secreto e ao iminente confronto com seu líder, Ciborgue Titânio.

Uma aventura muito bem escrita e trabalhada. Com uma série de referências e homenagens, Steve Jackson nos proporciona uma aventura única e também muito divertida.

Com o intuito de deixar a série de livros-jogos mais abrangente, o autor decidiu criar uma aventura baseada principalmente nos grandes gibis em quadrinhos, do qual há inúmeros fãs. Talvez para homenageá-los, Jackson escreveu esta exótica, porém bem desenvolvida aventura. O livro não é de nenhuma maneira linear, uma vez que o leitor terá diversos caminhos que poderá escolher que, por sua vez, o levará para uma série de situações. Cada escolha do herói o levará para um destino diferente, onde a escolha de um poder errado poderá ser fatal, embora um poder escolhido apropriadamente o levará a uma situação bem mais favorável. O livro parece possuir três dificuldades. Fácil, se você escolher a habilidade de Superforça; médio, para HTA e Rajada de Energia e difícil, se você escolher Poderes Psi, uma vez que este poder não possui utilidade para a maioria dos eventos encontrados na aventura. Cada poder levará o herói para um caminho diferente na aventura e também para lutas contra supervilões diferentes. Dependendo das pistas encontradas pelo herói, ele também o levará para pelo menos quatro finais diferentes, onde o encontro secreto será realizado. Outras características marcantes da aventura são a variedade de lugares que o herói poderá visitar como o circo, o porto, laboratórios, shoppings e etc. Titan City é uma cidade muito grande e há inúmeros locais que poderão ser vasculhados pelo herói para impedir tragédias, caçar criminosos e coletar pistas. Muitas vezes, o herói também deverá ser um investigador, pois haverá assassinatos e roubos a bancos que somente com a coleta das pistas corretas que ele poderá encontrar os responsáveis.

A imensa criatividade de Steve Jackson permitiu a criação de supervilões muito originais como o Torturador e o Envenenador, embora há também várias homenagens aos vilões dos quadrinhos, como o Brincalhão Escarlate, como o Coringa da série Batman. Pela variedade de ação, investigação policial e até mesmo algum lazer pessoal para o personagem (como uma ida ao parque de diversões ou ao teatro), o livro também se torna único entre todos. Apesar da série possuir como carro-chefe as aventuras de fantasia medieval, Jackson nos presenteia com uma aventura que não decepciona nem os fãs mais ortodoxos e agrada principalmente aos grandes fãs de histórias de super-heróis.

Notas e curiosidades:

  • Diferente da maioria, este livro possui 4 soluções distintas, dependendo de qual super poder foi escolhido no início da aventura. Na verdade, é possível completar a aventura duas vezes utilizando dois super-poderes diferentes sem ler qualquer uma das seções ambas as vezes, exceto a primeira e a última. Isso adiciona valor ao fator replay do livro.
  • O livro é o único da série com temática de super-herói.
  • Como o protagonista é um herói a serviço da lei, ele está impedido de matar um criminoso, mas somente deve desarmá-lo e prendê-lo para levá-lo até às autoridades policiais.
  • O livro possui um quadro conhecido como Pontos de Herói, ganhos a cada ato heroico realizado como a prisão de um malfeitor ou o impedimento de um desastre que, embora não possua nenhuma utilidade prática durante o jogo, serve apenas para comparar as conclusões do herói. Ou seja, a cada vez que o leitor concluir o livro, ele terá mais ou menos pontos de herói que poderão lhe informar se ele fez mais atos heroicos se comparados com a aventura anteriormente jogada.
  • Os poderes do herói também são uma homenagem aos poderes utilizados pelos heróis dos quadrinhos. Superforça, utilizado pelo Superman; Rajada de Energia, utilizado pelo Ciclope da série X-Men; HTA, utilizado pelo Batman (inclusive o cinto de utilidades) e Poderes Psi utilizados pela Jean Grey, também dos X-Men.
  • Há uma situação no livro de propaganda da série, quando Jean Lafayette adquire um livro para dar ao seu chefe, como forma de compensar seu atraso ao trabalho, comprando “O Feiticeiro da Montanha de Fogo”, primeiro livro escrito da série, ou o jogo Banco Imobiliário, da Estrela (embora no original, o jogo seja uma edição de tabuleiro da série Dungeons & Dragons).
  • O nome da cidade, Titan City, refere-se ao mundo fictício de fantasia medieval onde ocorre a maioria das aventuras dos livros da série Fighting Fantasy.
  • O livro é único da série por utilizar a temática dos super-heróis em quadrinhos, havendo diversas referências neste sentido, como é o caso do milionário encontrado morto Wayne Bruce, que é o alter-ego de Bruce Wayne/Batman; Roger Stevens, que é Steven Rogers/Capitão América; Jonah White, uma combinação de Perry White (editor e jornalista do Planeta Diário e chefe do Superman e J. Jonah Jameson, editor e jornalista chefe de Peter Parker/Homem-Aranha); Michael Blackson (referência a Michael Jackson); Richard Storm e Susan (referências ao Quarteto Fantástico) além das referências ás localidades, como Laboratórios Peter e o Aeroporto Parker (Peter Parker/Homem-Aranha); Rua Clark (referência a Clark Kent, o Super-Homem); Rua Banner (Bruce Banner, o Hulk); Laboratórios Nucleares Murdock (referência a Matt Murdock, o Demolidor); Satélite Guerra nas Estrelas (Star Wars); Piscina Stanley (Stanley Martin Lieber, o Stan Lee); Rua Grimm (Irmãos Grimm) e a Criatura da Carnificina como uma referência ao herói bíblico Sansão.
  • A referência 157 reedita o evento ocorrido em 22 de novembro 1963 com o assassinato do presidente estadunidense John F. Kennedy, no estado do Texas.
  • Dr. Charles Crayfish trabalha em um projeto de interesse do M.E.D.O.; um satélite conhecido como Guerra nas Estrelas, que orbita ao redor da Terra carregado de armas nucleares. Na verdade este projeto foi proposto e idealizado pelo presidente norte-americano Ronald Reagan na década de 80, por conta da Guerra Fria contra a União Soviética.
  • Outros nomes homenageados incluem a praça Addison Square Garden (Madison Square Garden); Praça Radd (referência a Norrin Radd, o Surfista Prateado); Praia Starkers, referindo-se a Tony Stark/Homem-de-Ferro; Hangar Xavier, Hangar McCoy e Hangar Summers (clara referência aos X-Men) e a Wisneyland (Disneylândia).
  • No original, M.E.D.O. (Movimento Euro-americano de Destruição Oposição) é F.E.A.R. ou Federation of Euro-American Rebelds (Federação dos Rebeldes Euro-Americanos).
  • Uma versão digital dessa aventura, desenvolvida pela Tin Man Games, foi lançada para Steam, Android e iOS.
  • Uma continuação dessa aventura em formato mais curto (200 referências) foi publicada em 1986 na edição de número 12 da revista Warlock. Esta nova aventura chama-se Deadline to Destruction, escrita por Gavin Shute.

Localização: Terra
Localidades: Titan City
Referências: 440
Ilustrações: Existem 32 ilustrações de página inteira e 5 ilustrações menores que se repetem. Os parágrafos que contém as ilustrações de página inteira são: 1, 15, 29, 43, 58, 72, 85, 99, 114, 129, 144, 157, 171, 185, 201, 215, 228, 242, 256, 270, 284, 298, 313, 327, 341, 355, 369, 382, 396, 410, 425 e 440.

Encontros:

  • Alquimista (Alchemist)
  • Androide (Android)
  • Armador (Mantrapper)
  • Assassino (Assassin)
  • Batedor de Carteiras (Pickpocket)
  • Brincalhão Escarlate (Scarlet Prankster)
  • Bronski “Serra Elétrica” (Chainsaw Bronski)
  • Cachorro Radioativo (Radiation Dog)
  • Ciborgue Titânio (Titanium Cyborg)
  • Criatura da Carnificina (Creature of Carnage)
  • Criatura do Chafariz (Fountain Creature)
  • Devastador (The Devastator)
  • Dr. Macabro (Dr Macabre)
  • Fera de Quatro Braços (Four-Armed Beast)
  • Gata-Tigre (Tiger Cat)
  • Guarda-Costa (Bodyguard)
  • Guerreiro de Fogo (Fire Warrior)
  • Homem-Tigre (Tiger Man)
  • Illya Karpov (Illya Karpov)
  • Leão (Lion)
  • Múmia (Mummy)
  • O Atormentador (The Tormentor)
  • O Mestre do Picadeiro (The Ringmaster)
  • O Reencarnação (The Reincarnation)
  • O Serpente (The Serpent)
  • Papai Rico (Daddy Rich)
  • Rainha do Gelo (Ice Queen)
  • Sidney Knox (Sidney Knox)
  • Tubarão (Shark, Ripper Shark)

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Review por: Thiago Macieira

13. A Ilha do Rei Lagarto

A Ilha do Rei Lagarto

A Ilha do Rei Lagarto

Título original em Inglês:
Island of the Lizard King

Título em Português (PT):
A Ilha do Rei Lagarto

Numeração original: # 7

Autor:
Ian Livingstone

Lançamento:
Dezembro de 2013

Ilustrações:
Alan Langford

Ilustração da capa por:
Fabrício Bohrer e Ricardo Riamonde

Tradução para Português-BR:
Gustavo Brauner

Raptados pelos Homens-Lagarto da Ilha de Fogo, o povo de Baía das Ostras enfrenta escravidão, fome e a ameaça constante da morte. Seu novo mestre é o Rei Lagarto, que governa com mão de ferro sua terra de monstros e mutantes, usando de força e magia negra. A pedido de um velho amigo, VOCÊ decide navegar até a Ilha de Fogo para resgatar os pobres prisioneiros e acabar com a tirania maligna

Bem-vindo à selva!

A história dessa aventura se inicia no continente de Allansia, na região costeira conhecida como Baía das Ostras, uma área de península isolada do restante do continente, povoada por pescadores humildes e simplórios.

O leitor personifica um aventureiro experiente que deixou a cidade de Fang para viajar rumo ao sul em busca de paz e tranquilidade. Há uma teoria que afirma que o herói dessa aventura é o vencedor do Calabouço da Morte, um terrível labirinto repleto de monstros aberto todos os anos pelo Barão Sukumvit, governante na cidade de Fang e, por isso, “A Ilha do Rei Lagarto” é uma continuação direta da aventura presente no livro “O Calabouço da Morte”.

Esperando encontrar um lugar que lhe pudesse fornecer alguns dias de sossego, o aventureiro descobre que uma tragédia acometeu a outrora pacífica vila de pescadores. Por meio do relato de um antigo amigo conhecido como Mungo, o herói é informado que a maioria dos homens jovens da Baía das Ostras foram sequestrados pelos homens-lagartos da Ilha do Fogo e levados para o trabalho escravo nas minas de ouro da região. Um segundo ataque selou o destino da vila pesqueira, cujas famílias foram destroçadas e a subsistência do lugar foi seriamente atingida.

Comovido com a tristeza e o horror do relato, o aventureiro aceita embarcar com Mungo para a Ilha do Fogo com o objetivo de resgatar os jovens escravizados e por fim de uma vez por todas ao reinado de terror do Rei Lagarto, senhor daquela ilha, que faz do lugar um feudo particular.

A Ilha do Fogo era uma antiga colônia penal construída pelo Príncipe Olaf, então governante do Porto Blacksand (Porto Areia Negra), com o objetivo de se livrar dos ladrões e assassinos indesejáveis da cidade. Porém, como havia bandidos demais naquela fétida cidade de ladrões, os custos para manter o lugar se tornaram altos e ele logo abandonou a colônia penal. Quando os homens-lagartos do lugar contratados para vigiar os prisioneiros deixaram de receber o pagamento, os répteis mataram ou escravizaram os prisioneiros e tomaram a ilha, elegendo entre eles um rei, conhecido como Rei Lagarto, um praticante de feitiçaria, vodu e magia negra. Seus experimentos para criar uma nova raça invencível de homens-lagartos resultou na criação de mutações e aberrações que passaram a povoar a ilha, como plantas carnívoras gigantes e outras feras grotescas artificialmente evoluídas. Poucos conseguiram escapar da ilha para contar esses horríveis relatos.

Este é um livro muito interessante de Ian Livingstone e relativamente fácil se comparado ao “Calabouço da Morte” ou “A Cidade dos Ladrões”, estes sim, dois dos mais difíceis de toda a série. O leitor não precisará vasculhar todo o livro em busca de itens mágicos essenciais para o cumprimento da missão. Também não será necessário gastar páginas e mais páginas com descrições que envolvem portas e corredores. Há poucas masmorras no livro – 90% da história se passa numa selva úmida e tropical, um cenário raro e não muito comum para quem já está acostumado com o estilo do autor. O aventureiro vai precisar andar por planícies, pântanos, rios e minas se quiser alcançar o coração da ilha. Monstros estão por toda parte e o aventureiro vai se deparar com crocodilos, plantas devoradoras de homens, hidras, trolls, caranguejos-gigantes, ursos, dinossauros e, é claro, homens-lagartos. O meu favorito, com certeza é o Gonchong, um parasita extremamente assustador tanto na aparência quanto no conceito, muito inteligente que tem a capacidade de tornar seu hospedeiro um ser controlável, como se fosse um zumbi. Realmente, uma criatura saída de um filme de terror. Mas, também, humanos como piratas e caçadores de cabeças. Infelizmente, é muito difícil conseguir evitar esses encontros e será necessário um valor muito alto de ENERGIA para conseguir sobreviver aos combates. No entanto, ainda assim, os confrontos não são insuperáveis já que existem armas mágicas e peças de armadura que garantem proteções especiais e que podem tornar os desafios mais fáceis. O sucesso pode ser encontrado por vários caminhos e não há uma linearidade.

O livro é marcante em seu início por causa de uma perda irreparável, a morte do amigo boêmio do herói, brutalmente assassinado em apenas três viradas de páginas. (lamentável, pois uma aventura a dois poderia ser muito bem explorada). A aventura vai ficando cada vez mais difícil à medida que o leitor se aproxima do final da campanha. A meio caminho através de sua jornada o aventureiro descobre que o Rei Lagarto é imortal e como ele permitiu que um parasita – o Gonchong – crescesse em sua cabeça. O segredo para derrotar o seu adversário é destruir o Gonchong e para isso, você precisará procurar o Xamã da ilha e ter sucesso em três de seus seis testes.

O clímax da aventura é memorável, com uma grande batalha entre os escravos libertados e os cruéis homens-lagartos, mas o confronto é ligeiramente rápido. Ian Livingstone deve ter percebido o potencial da ideia e escreveu um livro maximizando as batalhas entre grupos inteiros (Exércitos da Morte). A batalha final entre o aventureiro e o Rei Lagarto pode ser facilmente finalizada se o herói possuir os itens certos.

As ilustrações do livro são excelentes e muitas delas foram aproveitadas para compilar as imagens dos monstros do excelente compêndio “Out of the Pit – Saídos do Inferno”. Alguns dos monstros de toda a série de livro somente serão encontrados nessa aventura, como o Gonchong, o Rei-Lagarto e o Leão Negro.

Uma boa aventura, com um enredo interessante e com um cenário exótico. Ian Livingstone teve a imensa felicidade de positivar o sucesso da série com mais uma fantástica aventura-solo. O que não quer dizer que ele é realmente um grande enredo, mas ele faz, pelo menos, o trabalho como uma história. Em alguns momentos, me imaginei nas histórias de Conan, o Bárbaro. Se o leitor não morrer depois de visitar o Xamã, o aventureiro pode se reunir com seus libertos para uma batalha final com as forças do Rei Lagarto, culminando em um duelo entre o herói da narrativa e Rei Lagarto e seu bichinho de estimação no topo do forte.

Um forte elemento dessa aventura a ser destacado é que, pela primeira vez em toda a série de livros, o herói se voluntaria para uma arriscada aventura rejeitando a busca por fama e ouro. A real motivação do herói é simplesmente ajudar um povo humilde e pobre, que nem possui relações de parentesco ou de clã com o aventureiro. O altruísmo do herói da história é um fator que merece ser lembrado e contrasta nitidamente com a personalidade dos antigos aventureiros-mercenários, como, por exemplo, em “O Feiticeiro da Montanha de Fogo”, onde o “herói” da história se candidata para matar o mago da montanha em busca de seu tesouro. Detalhe: Em nenhum momento da história, a gente é informado sobre que maldade o “vilão” da história realizou para merecer tamanho castigo. Observações à parte, “A Ilha do Rei Lagarto” traz mais uma aventura muito legal e ajuda a explicar porque a série Fighting Fantasy fez sucesso no mundo inteiro.

Notas e curiosidades:

  • Uma excelente versão digital deste livro desenvolvida pela Tin Man Games em 2013 está disponível para Android e iOS. É uma ótima oportunidade para ver as ilustrações interiores do livro totalmente coloridas.
  • O livro possui 10 mortes instantâneas.

Localização: Allansia, Titan
Localidades: Baía das Ostras, Ilha do Fogo.
Referências: 400.
Ilustrações: Existem 32 ilustrações de página inteira e 5 ilustrações menores que se repetem. Os parágrafos que contém as ilustrações de página inteira são: 1, 14, 30, 39, 48, 59, 71, 82, 101, 116, 128, 139, 149, 158, 168, 195, 211, 223, 235, 249, 254, 268, 279, 291, 305, 317, 325, 337, 350, 360, 379 e 390.

Encontros:

  • Boca-de-Navalha (Razorjaw)
  • Caçador (Headhunter)
  • Capitão Pirata (Pirate Captain)
  • Caranguejo Gigante (Giant Crab)
  • Chefe dos Caçadores de Cabeças (Chief Headhunter)
  • Ciclope (Cyclops)
  • Crocodilo (Crocodile)
  • Estiracossauro (Styracosaurus)
  • Goblin (Goblin)
  • Graniteiro (Grannit)
  • Guarda Orc (Orc Guard)
  • Hidra (Hydra)
  • Hobgoblin (Hobgoblin)
  • Homem-Lagarto (Lizard Man)
  • Homem-Lagarto de Duas Cabeças (Two-Headed Lizard Man)
  • Homem-Lagarto Mutante (Mutant Lizard Man)
  • Leão Negro (Black Lion)
  • Libélula Gigante (Giant Dragonfly)
  • Mulher das Cavernas (Cave Woman)
  • Ogro (Ogre)
  • Pigmeu (Pygmy)
  • Pigmeus (Pygmies)
  • Prisioneiro (Delirious Prisoner)
  • Rei Lagarto (Lizard King)
  • Sanguessugas Gigantes (Giant Leeches)
  • Sapo Cuspidor (Spit Toad)
  • Serpente da Água Gigante (Giant Water-Snake)
  • Tigre Dentes-de-Sabre (Sabre-Toothed Tiger)
  • Transmorfo (Shape Changer)
  • Troll das Colinas (Hill Troll)
  • Urso (Bear)
  • Ventosa do Pântano (Slime Sucker)
  • Vespa Gigante (Giant Wasp)

Outras criaturas:

  • Elemental da Água (Water Elemental)
  • Gonchong (Gonchong)
  • Saltador do Pântano (Marsh Hopper)

Erratas:

  • Referência 54: Onde se lê “Se for menor, vá para 260”, leia-se “Se for maior, vá para 260”.
  • Referência 134: Onde se lê “Se preferir rumar para o novamente…”, leia-se “Se preferir rumar para o oeste novamente…”.
  • Referência 220: Onde se lê “Se for menor, vá para 369”, leia-se “Se for maior, vá para 369”.
  • Referência 308: Onde se lê “Com a espada erguia alto…”, leia-se “Com a espada erguida alto…”.
  • Referência 317: A imagem que aparece com a referência 318, trata-se da referência 317.
  • Na página das referências 396 e 397, no canto superior direito está escrito 191.
  • Na página das referências 27 e 28, no canto superior direito está escrito 33.

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Review por: Thiago Macieira

Entrevista Ian Livingstone – The Noite (Danilo Gentili)

Danilo Gentili recebeu na terça-feira, 22 de dezembro de 2015, Ian Livingstone, criador da série de livros Fighting Fantasy juntamente com Steve Jackson. Confira abaixo como foi esse encontro:

É The Noite e estamos no ar \o/ Com o criador do Fighint Fantasy , Ian Livingstone \o/

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