16. A Espada do Samurai

A Espada do Samurai

A Espada do Samurai

Título original em Inglês:
Sword of the Samurai

Título em Português (PT):
A Espada do Samurai

Numeração original: # 20

Autores:
Mark Smith e Jamie Thomson

Lançamento:
Março de 2016

Ilustrações:
Alan Langford

Ilustração da capa por:
EdH Müller e Ricardo Riamonde

Tradução para Português-BR:
Gustavo Brauner

O reino de Hachiman está em grave perigo. Bandidos vagam livres pelas estradas e invasores bárbaros atacam dentro das fronteiras. Tudo isso porque a Dai-Katana – a grande espada Morte Cantante – foi roubada do xogum.

VOCÊ é o campeão do xogum, um jovem samurai. Sua missão é recuperar a fabulosa espada das mãos de Ikiru, o Mestre das Sombras, que a mantém escondida nas profundezas de Onikaru, o Poço dos Demônios. Trilhe o caminho do guerreiro e salve Hachiman… Ou morra tentando!

Nesta aventura única, a série fantástica de livros-jogos nos leva até a distante terra de Hachiman, na costa leste de Khul. Sua cultura é completamente diferente de todo o resto de Titan, pois seu povo é constituído em sua maioria de camponeses que trabalham na lavoura e na agricultura em terras de nobres ricos, que obedecem a um senhor maior e controlador de toda a nação, o Xogum, que mantém seu poder na capital, Konichi. Esses nobres que governam Hachiman depositam a segurança da terra em homens de confiança e habilidosos lutadores denominados samurais. Os samurais são guerreiros, exímios espadachins e fortemente ligados a seu senhor em uma espécie de vassalagem e suserania. São eles que garantem a segurança da região e do regime feudal, defendendo as fronteiras e os territórios de seu senhor dos bárbaros e bandidos de outras regiões de Khul. O principal elemento que garante até hoje o poder do xogum é uma espada mágica denominada Morte Cantante, cujo poder oculto acredita-se ter sido depositado pelos deuses e que é a principal responsável pela estabilidade de Hachiman e pelo reconhecimento do poder do Xogum Kihei Hasekawa pelos outros nobres e barões da terra. Diz-se que aquele que conseguir descobrir o segredo da Espada, dominará Hachiman, e somente o xogum conhece esse segredo. Um dia, no entanto, a preciosa espada foi roubada do xogum por um maligno e misterioso ser conhecido como Ikiru, o Mestre das Sombras, que vive nas Montanhas Shios’ii em um lugar de ruínas conhecido como Onikaru, o temido “Fosso dos Demônios”. Sem a espada mágica, o poder do Xogum se enfraquece a cada dia conforme nobres rebelados declaram independência de suas terras e atacam os territórios vizinhos ampliando suas fronteiras. Bárbaros selvagens atacam o território e bandidos andam livremente atacando vilas e camponeses. O caos promovido pelo roubo da espada levará em breve a terra de Hachiman à anarquia. A única esperança do xogum será depositar toda sua confiança em seu mais capacitado e leal servo e campeão, um jovem samurai (o protagonista) que deverá sozinho percorrer o território em direção a Onikaru, o Fosso dos Demônios, e recuperar a Morte Cantante em poder de Ikiru. O herói é um grande seguidor do Bushido, “o caminho do guerreiro” e especialista em Kenjutsu, “a arte da espada”. O Mestre das Sombras, por sua vez, planeja juntar as principais forças do caos, bem como fantasmas e demônios para dominar toda a terra de Hachiman. Além de sua habilidade com a katana (espada longa) e com a wakizachi (espada curta), o protagonista terá a escolha de uma de quatro especialidades de combate: Kyujutsu (arco e flecha), Iaijutsu (saque rápido com a Katana), Karumijutsu (saltos mortais) e Ni-to-kenjutsu (luta com duas espadas). Então munido com a devida habilidade e também com seu código de honra, o leitor poderá dar início a aventura. Há dois caminhos principais para Onikaru. A mais curta segue em direção à Floresta das Sombras e passa pela Ponte Hagakura enquanto o segundo caminho, mais longo, passa pelo vau do rio e pelo pântano Mizokumo, lar das aranhas gigantes.

Este com certeza é um dos principais livros da série e que convida o leitor se tornar herói de uma aventura diferente. O cenário da história é inspirado no Japão feudal, com toda a sua cultura samurai e também de monstros do folclore japonês como o Tatsu, um dragão mágico sem asas, os kappa’s, monstros que vivem nos rios, e os temidos Rokuro-Kubi, criaturas mortas-vivas que conseguem desprender suas cabeças dos corpos para caçar. A cultura dos samurais japoneses também foi mantida de maneira exemplar. Há Ronins (samurais sem senhores), há Ashigarus, (casta de guerreiros inferior dos samurais) e o código de honra dos samurais, o Bushidô. É através desse código que o leitor passará pelos perigos da história, seja defendendo os mais fracos, impedir que seu senhor seja envergonhado, eliminar aqueles que se opõem ao regime do Xogunato, etc. Caso a Honra do samurai esteja tão baixa devido as suas atitudes no decorrer da história, ele será obrigado a cometer o Seppuku ou Hari-kiri, um suicídio para lavar sua alma e recuperar sua honra. A busca pela Espada Morte Cantante levará o leitor a uma terra de perigos. Dependendo do caminho que ele esconder ele deverá confrontar bárbaros, samurais de nobres renegados, revolta de camponeses e ronins. No entanto é depois da primeira parte da história que o livro fica mais difícil à medida que percorre o interior selvagem de Hachiman, o protagonista deverá confrontar monstros e criaturas poderosas que testarão ao máximo as habilidades do samurai. Seja passando por uma vila infestada de Rokuro-Kubi ou adentrando um pântano repleto de aranhas gigantes, muitos perigos serão jogados no samurai aventureiro antes de confrontar seu destino em Onikaru. Antes de confrontar Ikiru, o samurai deverá derrotar o maior aliado dele, o Daí-Oni, um demônio-feiticeiro e seus três servos grotescos. Para isso ele deverá confrontá-lo na Arena de um lugar conhecido como Eixo dos Planos. Lá, com a ajuda de aliados importantes, haverá uma batalha de vida ou morte observada pelos próprios deuses que definirão quem de fato merece ter direito a espada mágica.

Uma aventura muito inteligente, com enredo bem planejado e com dois excelentes caminhos de aventura a se escolher repleta de situações inovadoras, como um ataque secreto à fortaleza de um nobre rebelado ou a busca das águas do conhecimento são pequenas situações que demonstram o quão rico é este livro. A riqueza de detalhes da cultura do Japão medieval também se faz presente nesta história, seja com a hierarquia de castas (samurai, senhor, camponês) seja com os nomes de animais, armas e outros objetos e também as tradições militares. O fato de estar sempre ligado ao código de honra samurai impede o leitor de fazer certas atitudes e restringe um pouco sua liberdade, diferente de outros jogos, mas é isso que faz de “A espada do samurai” um livro muito legal. O fato de estar com a Honra elevada facilitará bastante a batalha contra o Mestre das Sombras no final do livro. Ele é uma criatura vil repleta de poderes e se o leitor conseguir descobrir o segredo da Espada Morte Cantante, tudo será muito mais fácil, exceto se o próprio leitor botar tudo a perder. Enfim, uma ótima leitura, principalmente para quem é fã de mangás japoneses de histórias de samurais e sempre quis estar na pele de um, como é o caso deste crítico que vos escreve.

Notas e curiosidades:

  • Este livro possui um novo atributo “Honra”, baseado no código do Bushidô dos Samurais. Caso a honra do protagonista chegue a 0, este deverá cometer Seppuku (suicídio).
  • Este é o primeiro livro publicado no Brasil baseado no continente de Khul.
  • Os mortos-vivos conhecidos como Rokuro-Kubi são conhecidos como Nuke-Kubi no Japão.
  • Há uma curiosidade na seção histórico. O narrador diz que Titan é dividido em três continentes, Allansia, Kakhabad e Khul. Kakhabad seria na verdade O Mundo Antigo, mas deve ser como os moradores de Hachiman conhecem em seus mapas o Mundo Antigo.
  • O isolamento de Hachiman do restante do mundo coincide com o histórico isolamento do Japão do restante do mundo por vários séculos, o que fez desenvolver uma cultura homogênea.
  • Este foi um dos primeiros livros a apresentar uma lista de “habilidades especiais” das quais o jogador pode escolher e que afetam consideravelmente o jogo. Embora tenha sido precedido pelo “Encontro Marcado com o M.E.D.O” com escolha de talentos particulares, estes são réplicas de habilidades “normais” e não de super-poderes.
  • Este livro possui referências trocadas em alguns países e edições devido às respostas de algumas charadas que possuem no mesmo serem o resultado de somas das posições das letras da resposta no alfabeto e, como estas palavras possuem letras diferentes em cada idioma, o resultado destas somas são diferentes, com isso, levando à referências diferentes em cada idioma.

Localização: Khul, Titan.
Localidades: Konichi, Floresta de Sombras, Pântano Izokumo, Ponte Hagakura, Hachiman, Montanhas Shios’ii.
Referências: 400
Ilustrações: Existem 30 ilustrações de página inteira e 6 ilustrações menores que se repetem. Os parágrafos que contém as ilustrações de página inteira são: 1, 8, 22, 30, 34, 66, 68, 75, 76, 78, 82, 95, 98, 110, 121, 126, 136, 138, 149, 155, 158, 185, 195, 201, 220, 250, 294, 378, 379, 385 e 397.

Encontros:

  • Alce Negro
  • Aranha da Água
  • Aranha do Alçapão
  • Carcereiro
  • Cavaleiro Samurai
  • Dai-Oni
  • Demônio das Sombras
  • Esqueleto
  • Fazedor de Carvão
  • Fênix
  • Gargantus
  • Ginsei, o Ronin
  • Grande Serpente
  • Guarda
  • Guarda Shikome
  • Guarda-Costas de Tsietsin
  • Guerreiro Samurai
  • Ikiru
  • Kappa
  • Lançador de Fogo
  • Lorde Tsietsin
  • Louva-a-Deus Demônio
  • Marmota
  • Mukade
  • Renegado
  • Rokurokubi
  • Samurai
  • Samurai de Prata
  • Samurai Morto-Vivo
  • Shikome
  • Shura
  • Tatsu
  • Tigre Dentes-de-Sabre
  • Totatekumo

Erratas:

  • Referência 46: Onde se lê “Caso seja igual ou maior…”, leia “Caso seja maior…”.
  • Referência 74: Onde se lê “Dao-Oni”, leia “Dai-Oni”.
  • Referência 170: Onde se lê “Se for igual ou menor…”, leia “Se for igual ou maior…”.

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Review por: Thiago Macieira

Erratas por: Jhonata Almeida

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