13. A Ilha do Rei Lagarto

A Ilha do Rei Lagarto

A Ilha do Rei Lagarto

Título original em Inglês:
Island of the Lizard King

Título em Português (PT):
A Ilha do Rei Lagarto

Numeração original: # 7

Autor:
Ian Livingstone

Lançamento:
Dezembro de 2013

Ilustrações:
Alan Langford

Ilustração da capa por:
Fabrício Bohrer e Ricardo Riamonde

Tradução para Português-BR:
Gustavo Brauner

Raptados pelos Homens-Lagarto da Ilha de Fogo, o povo de Baía das Ostras enfrenta escravidão, fome e a ameaça constante da morte. Seu novo mestre é o Rei Lagarto, que governa com mão de ferro sua terra de monstros e mutantes, usando de força e magia negra. A pedido de um velho amigo, VOCÊ decide navegar até a Ilha de Fogo para resgatar os pobres prisioneiros e acabar com a tirania maligna

Bem-vindo à selva!

A história dessa aventura se inicia no continente de Allansia, na região costeira conhecida como Baía das Ostras, uma área de península isolada do restante do continente, povoada por pescadores humildes e simplórios.

O leitor personifica um aventureiro experiente que deixou a cidade de Fang para viajar rumo ao sul em busca de paz e tranquilidade. Há uma teoria que afirma que o herói dessa aventura é o vencedor do Calabouço da Morte, um terrível labirinto repleto de monstros aberto todos os anos pelo Barão Sukumvit, governante na cidade de Fang e, por isso, “A Ilha do Rei Lagarto” é uma continuação direta da aventura presente no livro “O Calabouço da Morte”.

Esperando encontrar um lugar que lhe pudesse fornecer alguns dias de sossego, o aventureiro descobre que uma tragédia acometeu a outrora pacífica vila de pescadores. Por meio do relato de um antigo amigo conhecido como Mungo, o herói é informado que a maioria dos homens jovens da Baía das Ostras foram sequestrados pelos homens-lagartos da Ilha do Fogo e levados para o trabalho escravo nas minas de ouro da região. Um segundo ataque selou o destino da vila pesqueira, cujas famílias foram destroçadas e a subsistência do lugar foi seriamente atingida.

Comovido com a tristeza e o horror do relato, o aventureiro aceita embarcar com Mungo para a Ilha do Fogo com o objetivo de resgatar os jovens escravizados e por fim de uma vez por todas ao reinado de terror do Rei Lagarto, senhor daquela ilha, que faz do lugar um feudo particular.

A Ilha do Fogo era uma antiga colônia penal construída pelo Príncipe Olaf, então governante do Porto Blacksand (Porto Areia Negra), com o objetivo de se livrar dos ladrões e assassinos indesejáveis da cidade. Porém, como havia bandidos demais naquela fétida cidade de ladrões, os custos para manter o lugar se tornaram altos e ele logo abandonou a colônia penal. Quando os homens-lagartos do lugar contratados para vigiar os prisioneiros deixaram de receber o pagamento, os répteis mataram ou escravizaram os prisioneiros e tomaram a ilha, elegendo entre eles um rei, conhecido como Rei Lagarto, um praticante de feitiçaria, vodu e magia negra. Seus experimentos para criar uma nova raça invencível de homens-lagartos resultou na criação de mutações e aberrações que passaram a povoar a ilha, como plantas carnívoras gigantes e outras feras grotescas artificialmente evoluídas. Poucos conseguiram escapar da ilha para contar esses horríveis relatos.

Este é um livro muito interessante de Ian Livingstone e relativamente fácil se comparado ao “Calabouço da Morte” ou “A Cidade dos Ladrões”, estes sim, dois dos mais difíceis de toda a série. O leitor não precisará vasculhar todo o livro em busca de itens mágicos essenciais para o cumprimento da missão. Também não será necessário gastar páginas e mais páginas com descrições que envolvem portas e corredores. Há poucas masmorras no livro – 90% da história se passa numa selva úmida e tropical, um cenário raro e não muito comum para quem já está acostumado com o estilo do autor. O aventureiro vai precisar andar por planícies, pântanos, rios e minas se quiser alcançar o coração da ilha. Monstros estão por toda parte e o aventureiro vai se deparar com crocodilos, plantas devoradoras de homens, hidras, trolls, caranguejos-gigantes, ursos, dinossauros e, é claro, homens-lagartos. O meu favorito, com certeza é o Gonchong, um parasita extremamente assustador tanto na aparência quanto no conceito, muito inteligente que tem a capacidade de tornar seu hospedeiro um ser controlável, como se fosse um zumbi. Realmente, uma criatura saída de um filme de terror. Mas, também, humanos como piratas e caçadores de cabeças. Infelizmente, é muito difícil conseguir evitar esses encontros e será necessário um valor muito alto de ENERGIA para conseguir sobreviver aos combates. No entanto, ainda assim, os confrontos não são insuperáveis já que existem armas mágicas e peças de armadura que garantem proteções especiais e que podem tornar os desafios mais fáceis. O sucesso pode ser encontrado por vários caminhos e não há uma linearidade.

O livro é marcante em seu início por causa de uma perda irreparável, a morte do amigo boêmio do herói, brutalmente assassinado em apenas três viradas de páginas. (lamentável, pois uma aventura a dois poderia ser muito bem explorada). A aventura vai ficando cada vez mais difícil à medida que o leitor se aproxima do final da campanha. A meio caminho através de sua jornada o aventureiro descobre que o Rei Lagarto é imortal e como ele permitiu que um parasita – o Gonchong – crescesse em sua cabeça. O segredo para derrotar o seu adversário é destruir o Gonchong e para isso, você precisará procurar o Xamã da ilha e ter sucesso em três de seus seis testes.

O clímax da aventura é memorável, com uma grande batalha entre os escravos libertados e os cruéis homens-lagartos, mas o confronto é ligeiramente rápido. Ian Livingstone deve ter percebido o potencial da ideia e escreveu um livro maximizando as batalhas entre grupos inteiros (Exércitos da Morte). A batalha final entre o aventureiro e o Rei Lagarto pode ser facilmente finalizada se o herói possuir os itens certos.

As ilustrações do livro são excelentes e muitas delas foram aproveitadas para compilar as imagens dos monstros do excelente compêndio “Out of the Pit – Saídos do Inferno”. Alguns dos monstros de toda a série de livro somente serão encontrados nessa aventura, como o Gonchong, o Rei-Lagarto e o Leão Negro.

Uma boa aventura, com um enredo interessante e com um cenário exótico. Ian Livingstone teve a imensa felicidade de positivar o sucesso da série com mais uma fantástica aventura-solo. O que não quer dizer que ele é realmente um grande enredo, mas ele faz, pelo menos, o trabalho como uma história. Em alguns momentos, me imaginei nas histórias de Conan, o Bárbaro. Se o leitor não morrer depois de visitar o Xamã, o aventureiro pode se reunir com seus libertos para uma batalha final com as forças do Rei Lagarto, culminando em um duelo entre o herói da narrativa e Rei Lagarto e seu bichinho de estimação no topo do forte.

Um forte elemento dessa aventura a ser destacado é que, pela primeira vez em toda a série de livros, o herói se voluntaria para uma arriscada aventura rejeitando a busca por fama e ouro. A real motivação do herói é simplesmente ajudar um povo humilde e pobre, que nem possui relações de parentesco ou de clã com o aventureiro. O altruísmo do herói da história é um fator que merece ser lembrado e contrasta nitidamente com a personalidade dos antigos aventureiros-mercenários, como, por exemplo, em “O Feiticeiro da Montanha de Fogo”, onde o “herói” da história se candidata para matar o mago da montanha em busca de seu tesouro. Detalhe: Em nenhum momento da história, a gente é informado sobre que maldade o “vilão” da história realizou para merecer tamanho castigo. Observações à parte, “A Ilha do Rei Lagarto” traz mais uma aventura muito legal e ajuda a explicar porque a série Fighting Fantasy fez sucesso no mundo inteiro.

Notas e curiosidades:

  • Uma excelente versão digital deste livro desenvolvida pela Tin Man Games em 2013 está disponível para Android e iOS. É uma ótima oportunidade para ver as ilustrações interiores do livro totalmente coloridas.
  • O livro possui 10 mortes instantâneas.

Localização: Allansia, Titan
Localidades: Baía das Ostras, Ilha do Fogo.
Referências: 400.
Ilustrações: Existem 32 ilustrações de página inteira e 5 ilustrações menores que se repetem. Os parágrafos que contém as ilustrações de página inteira são: 1, 14, 30, 39, 48, 59, 71, 82, 101, 116, 128, 139, 149, 158, 168, 195, 211, 223, 235, 249, 254, 268, 279, 291, 305, 317, 325, 337, 350, 360, 379 e 390.

Encontros:

  • Boca-de-Navalha (Razorjaw)
  • Caçador (Headhunter)
  • Capitão Pirata (Pirate Captain)
  • Caranguejo Gigante (Giant Crab)
  • Chefe dos Caçadores de Cabeças (Chief Headhunter)
  • Ciclope (Cyclops)
  • Crocodilo (Crocodile)
  • Estiracossauro (Styracosaurus)
  • Goblin (Goblin)
  • Graniteiro (Grannit)
  • Guarda Orc (Orc Guard)
  • Hidra (Hydra)
  • Hobgoblin (Hobgoblin)
  • Homem-Lagarto (Lizard Man)
  • Homem-Lagarto de Duas Cabeças (Two-Headed Lizard Man)
  • Homem-Lagarto Mutante (Mutant Lizard Man)
  • Leão Negro (Black Lion)
  • Libélula Gigante (Giant Dragonfly)
  • Mulher das Cavernas (Cave Woman)
  • Ogro (Ogre)
  • Pigmeu (Pygmy)
  • Pigmeus (Pygmies)
  • Prisioneiro (Delirious Prisoner)
  • Rei Lagarto (Lizard King)
  • Sanguessugas Gigantes (Giant Leeches)
  • Sapo Cuspidor (Spit Toad)
  • Serpente da Água Gigante (Giant Water-Snake)
  • Tigre Dentes-de-Sabre (Sabre-Toothed Tiger)
  • Transmorfo (Shape Changer)
  • Troll das Colinas (Hill Troll)
  • Urso (Bear)
  • Ventosa do Pântano (Slime Sucker)
  • Vespa Gigante (Giant Wasp)

Outras criaturas:

  • Elemental da Água (Water Elemental)
  • Gonchong (Gonchong)
  • Saltador do Pântano (Marsh Hopper)

Erratas:

  • Referência 134: Onde se lê “Se for menor, vá para 369”, leia-se “Se for maior, vá para 369”.
  • Referência 220: Onde se lê “Se preferir rumar para o novamente…”, leia-se “Se preferir rumar para o oeste novamente…”.
  • Referência 308: Onde se lê “Com a espada erguia alto…”, leia-se “Com a espada erguida alto…”.
  • Referência 317: A imagem que aparece com a referência 318, trata-se da referência 317.
  • Na página das referências 396 e 397, no canto superior direito está escrito 191.
  • Na página das referências 27 e 28, no canto superior direito está escrito 33.

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Review por: Thiago Macieira

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