25. A Cripta do Feiticeiro

A Cripta do Feiticeiro

A Cripta do Feiticeiro

Título original em Inglês:
Crypt of the Sorcerer

Título em Português (PT):
A Cripta da Feitiçaria

Numeração original: # 26

Autor:
Ian Livingstone

Lançamento (edição original):
9 de Abril de 1987

Ilustrações:
John Sibbick

Ilustração da capa por:
Les Edwards

Tradução para Português-BR:

Um antigo mal se agita! O feiticeiro Razaak, há muito morto, foi novamente acordado e está empenhado em realizar seus sonhos de morte e tirania. As Forças do Caos são muitas sobre Allansia e parece que todas elas estão se voltando contra você! Pois só você pode lutar contra as probabilidades – para encontrar a única arma à qual Razaak é vulnerável, para armar-se com proteções contra seus incríveis poderes e para enfrentá-lo em seu covil, a Cripta do Feiticeiro

Um terrível mal ressurge do âmago da terra e a partir dela, toda Allansia estará ameaçada. Um mal que julgava-se extinto há décadas foi novamente acordado e toda a terra será corrompida pela morte e pela tirania. O maligno necromante Razaak, que há cerca de um século quase dominou toda Allansia, mas foi interrompido por um jovem herói, foi desperto dentro de sua cripta. Mais poderoso do que nunca, o feiticeiro reúne forças e aliados poderosos para dominar todas as terras civilizadas. Legiões de mortos-vivos estão sendo erguidos para dominar a terra dos mortais. Nem mesmo o mais poderoso mago de Allansia, Yaztromo possui forças suficientes para detê-lo e, por isso mesmo, ele recruta um herói, um velho amigo de aventuras (muito provavelmente o mesmo herói de A Floresta da Destruição, As Cavernas da Feiticeira da Neve e O Templo da Perdição). Para uma missão impossível. O protagonista estava descansando na cidade de Chalice quando descobriu que algo muito estranho estava acontecendo nas Terras Planas, à leste de Allansia. Com isso, o mesmo vai em direção à torre de seu amigo, o mago Yaztromo para buscar informações. Lá ele descobre sobre a lenda do feiticeiro Razaak, que um dia tentou dominar a terra, mas foi parado por um herói chamado Khul, que o matou com a própria espada de Razaak. O mago foi enterrado, mas se sua tumba fosse aberta dentro do período de 110 anos, o mesmo se levantaria com o dobro do poder e dominaria toda Allansia. A única arma que pode ferir Razaak é a sua espada indestrutível que encontra-se perdida em algum lugar das Colinas Moonstone. O herói então parte com seu equipamento para encontrar a lâmina perdida. Após inúmeros perigos, bem como alguns encontros com os servos do feiticeiro, o herói encontra a arma e volta para a torre de Yaztromo, com a ajuda de um caçador e patrulheiro conhecido como Symm. Ao enfrentar uma armadilha preparada por Razaak e escapar dela, o herói conhece mais um aliado, o anão Borri, e juntos partem para as Terras Planas para enfrentar o maléfico vilão.

A Cripta do Feiticeiro com certeza é o livro mais difícil de toda a série, pelo menos dos que foram lançados no Brasil. Também é o livro que apresenta o vilão mais difícil de se derrotar. Realmente somente os aventureiros mais experientes conseguiram vencer este livro, sendo que o ideal é ter uma Habilidade 12, pois os inimigos muitas vezes apresentados, são muito poderosos e às vezes armados com poderes especiais que dificultarão o caminho do herói. O maior ponto positivo deste livro é o seu enredo e a riqueza de lugares a serem explorados. Como Allansia já havia sido formalmente apresentada e pouco a pouco explorada nos livros anteriores, Ian Livingstone conseguiu elaborar mais ainda o livro permitindo a exploração de lugares até então desconhecidos para a maioria dos aventureiros. Com isso há uma grande mudança de terreno, pois há cenas de batalhas em colinas, florestas, rios, cavernas, masmorras e até mesmo no ar. A riqueza de detalhes também impressiona, fazendo com que o cenário muitas vezes pareça real na imaginação dos leitores. A primeira parte da aventura se passa nas Colinas Moonstones, onde o protagonista deverá encontrar um artefato perdido, a espada de Razaak, a única arma no mundo com poderes para feri-lo. Após Khul ter atingido o feiticeiro com esta arma, o mesmo foi amaldiçoado e, com isso, fugiu para as colinas onde espera um dia ser encontrado e poder então, descansar em paz. No caminho, o herói deverá enfrentar os perigos escondidos destas colinas, como animais selvagens e servos orcs e goblins de Razaak, que tentam impedir o sucesso do personagem principal. Após encontrar a arma, o herói deverá retornar até a Torre de Yaztromo para descobrir novas informações, pois enquanto o herói estivesse fora, o mago tentaria pesquisar mais a respeito das fraquezas do feiticeiro maldito. No caminho de volta, o herói encontra um aliado, um rastreador chamado Symm, que resolve ajudar o herói em sua missão, embora seus reais motivos não sejam revelados na história. Com esta inestimável ajuda, o livro consegue ficar um pouco mais rico em detalhes e em diálogos e os encontros se tornam um pouco mais fáceis. A segunda parte da aventura começa quando o herói e seu aliado chegam até Yaztromo e o salvam dos servos demoníacos de Razaak. O poder do necromante é tão forte que nem mesmo Yaztromo possui poderes capazes de pará-lo. Após isto, yaztromo informa o herói que simplesmente ferir o corpo físico de Razaak não é capaz de matá-lo, pois sua alma precisa ser destruída. A única arma capaz de fazê-lo é o chifre do lendário Gargantis, um ser monstruoso que habita o subterrâneo. Só existe um em toda a terra e ele é mantido vigiado pelos seguidores de Razaak em uma caverna à leste das Colinas Moonstone. O necromante, dessa forma, assegura que ninguém poderá encontrar o monstro sem despertar sua atenção. Para o necromante, o Gargantis é um ser tão poderoso e assustador que será usado por ele como uma arma de guerra para destruir a civilização de Allansia. Como o tempo é curto, Yaztromo providenciará uma grande ajuda ao herói, um novo aliado, um anão chamado Borri, habitante da vila de Stonebridge. Ele realmente é um falastrão, mas é muito importante ouvi-lo atentamente! Se o herói conseguir milagrosamente derrotar o Gargantis e os servos de Razaak, então ele deverá sozinho ir até a Cripta do Feiticeiro para derrotá-lo em um combate final.

A Cripta do Feiticeiro é com certeza um dos cinco livros mais difíceis de toda a série. O estilo é bem linear, portanto, se o leitor pegar uma rota errada, o livro terá terminado. Como o estilo de Ian Livingstone já deve ser bem conhecido pelos leitores mais experientes, então este deve saber que quanto mais itens conseguir no caminho, melhor. Se ao final da aventura, o leitor não possuir um único item, então a história terá terminado em fracasso. Os combates também são muito difíceis e quase sempre, inevitáveis, diferentemente dos livros de Steve Jackson, onde há mais possibilidades de se evitar um confronto. O leitor também deverá ficar muito atento ás informações passadas na história, como datas, idade de feiticeiros, preços de alguns itens, etc. A informação será tão valiosa quanto os artefatos encontrados, pois a entrada para a tumba de Razaak é guardada por um arrogante morto-vivo, um Lorde Esqueleto, que testará o conhecimento do herói para saber quem ele realmente é. E não tem nem como se defender deste ser. Uma resposta errada, será a condenação do leitor a retornar ao parágrafo 1. Embora o livro em si mesmo já seja um desafio enorme, ele ficará ainda mais difícil pela batalha final. O feiticeiro Razaak é um ser corrupto e maléfico, e também um dos vilões mais asquerosos, afinal quase 100 anos de confinamento o deixou com uma aparência medonha. Mais além de enfrentar o nojo de lutar contra alguém tão vil, será se defender de sua gama de poderes das trevas. Alguns itens serão necessários para se defender e nem adianta o leitor tentar roubar, pois muitos deles possuem códigos para serem decifrados. Após isto, Razaak lutará um combate corpo-a-corpo contra o herói, mas, no entanto, aí que mora o perigo, pois não é só um vilão de Habilidade 12 e Energia 20, mas é um oponente com um poder especial muito forte; se ele atingir duas vezes consecutivas o herói, então o mesmo será transformado em um morto-vivo e aventura terá terminado. Isso considerando que o leitor já estará bem ferido até chegar a ele, ou seja, com uma Energia bem baixa. Simples, não? A aventura é muito legal, com diversos lugares para se explorar e monstros interessantes para derrotar. Com certeza é mais do que um simples livro-jogo, mas um verdadeiro épico. A inclusão de aliados também enriquece muito o enredo da história, mas pela sua imensa dificuldade, é um livro aconselhável somente para os heróis mais experientes.

Notas e curiosidades:

  • Não há, nas regras, a parte que fala sobre o equipamento inicial, o que pode ter sido um erro de impressão.
  • O Cristal da Sanidade é um poderoso amuleto que protege o usuário do ataque mental do Gargantis, que ninguém consegue escapar, mas o mesmo amuleto não protege do ataque mental do Gato Infernal de Razaak, que também utiliza o mesmo poder. Uma teoria aceita é de que o amuleto perde a eficácia ao ser utilizado pela primeira vez, nesse caso, contra o Gargantis.
  • O herói de A Cripta do Feiticeiro aparentemente é o mesmo de As Cavernas da Feiticeira da Neve, A Floresta da Destruição e O Templo do Terror.
  • Este é mais um livro da série onde o mago Yaztromo exerce grande influência, auxiliando o herói com informações e itens valiosos e salvando-o no final da história.
  • O livro é um dos mais difíceis de se completar de toda a série. Um herói com Habilidade 12 e Energia 24 tem 1 chance em cerca de 700 para completar a aventura e vencer Razaak em combate, a chance de sucesso é de apenas 5,5% (De acordo com um fã da série chamado Nicholas Campbell)

Localização: Allansia, Titan.
Localidades: Chalice, Torre de Yaztromo, Colinas Moonstone, Floresta de Darkwood, Stonebridge, Terras Planas e outros.
Referências: 400

Review por: Thiago Macieira

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9 Respostas

  1. Já joguei diversos livros jogos, e tenho que concordar: esse é com certeza um dos livros mais díficieis (se não o mais) de toda coleção. Já tentei vira-lo diversas vezes… mas é muito complicado. Por mais incrivel que pareça, não consigo nem passar do Gargantis, por não ter achado o tal cristal da sanidade.

    Mas, apesar da dificuldade, o enrredo é impecavel. Você se sente dentro do livro, consegue imaginar cada cena, cada encontro, cada batalha…

    Ian é realmente O cara no quesito narração. Ele deve mestrar divinamente numa mesa de RPG. Porém as dificuldades impostas por ele são muito altas, e não há nada mais frustante do que morrer dezenas de vezes seguidas na mesma aventura por não ter conseguido um ou dois itens.

  2. nooossa bons tempos esses do livro jogo

  3. Esse livro não é difícil, ele é impossível!

    Mesmo que você ache todos os itens necessários pra chegar até o Razaak (o que já é dificílimo), inevitavelmente você tem que ir pro mano-a-mano com ele, sendo que ele só tem HAB=12 e ENERGIA=20, fora o fato de que se ele te acertar duas vezes seguidas é fim de jogo.

    Livro excelente, mas com uma dificuldade monstruosa

  4. Na verdade, acho que tem um livro mais difícil que esse: Sky Lord.

    Mas acho tão ruim esse livro, que só vale mesmo pra completar coleção.

  5. Bem, já faz mais de quinze anos que tenho esse livro, joguei-o várias vezes… e nunca terminei. De fato, a história é envolvente, o texto é muito bem, escrito e as ilustrações são ótimas (diferente de Floresta da Destruição). Mas a dificuldade é INSANA. Minha dica é SEMPRE ouvir o que Borri tem a dizer. E nem mesmo depois de vencer Razaak dá para respirar aliviado.

  6. Realmente este livro tem um nível absurdo de dificuldade, principalmente dentro da cripta de Razaak, só pra chegar nele, se tiver uma única decisão errada, uma única informação faltando ,um mísero item que você não tem, é GAME OVER sem dó nem piedade.

  7. Cara, eu to penando aqui, não to gostando muito posi não gosto desse tipo de livro-jogo muito difícil e que envolve muito combate, tpio, enjoa ter que ficar lutando o qtempo todo pra morrer depois de uma escolha errada.
    Quem dera pudesse jogar com o mesom personagem do livro criatura selvagem, ai sim podia vir razaak, hehe.
    XD

  8. Compro esse livro, quem se intessar entrar em contato comigo aqui.

    • Eu pensei que só eu achasse esse o livro mais difícil de toda a série, mas em compensação a isso, tem uma das melhores histórias! É um dos meus preferidos e um dos mais emocionantes. Infelizmente nunca consegui virar esse livro, conheço ele praticamente todo, tenho mapas feitos e sei aonde estão todos os itens, a dificuldade maior é no jogo de dados que são extremamente apelativos, principalmente o maldito número 6 em certas situações. Livro excelente!

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